Empresas aderem às universidades corporativas

Para quem acha que estudo é coisa de universitário e defende com unhas e dentes aquele ditado que diz "aprendizado se consegue na escola da vida", aqui vão alguns números que com certeza farão você repensar seu posicionamento e fazê-lo partir em busca de sua capacitação.

Nos EUA, o profissional adulto representa hoje 44% do mercado educacional, contra 20% registrado há 20 anos. Até 2004, o número de universidades corporativas superará o número de universidades tradicionais nos EUA, que hoje é 3632. No Reino Unido, a universidade virtual Open University tem hoje 200 mil alunos com uma média de 35 anos.

Estes dados só comprovam o crescimento do conceito das universidades corporativas e do ensino à distância, ferramentas de treinamento e capacitação usadas pelas empresas para qualificar seus profissionais da melhor forma sem a necessidade que eles precisem deixar seu ambiente de trabalho.

Segundo Hugo Nisembaum, diretor da HN Educação & Performance, que trabalha na área de desenvolvimento organizacional e gerencial e projetos de educação corporativa, este ano 50% de toda a aprendizagem ocorrerá via tecnologia. "Um problema atual tem sido quanto à utilização correta dos treinamentos", explica. "Das empresas que organizam cursos virtuais, 90% avaliam se gostaram do curso, porém só 15% certificam-se que aprenderam o treinamento e apenas 5% preocupam-se em estar aplicando os ensinamentos."

De acordo com dados da empresa norte-americana Masie Center, 41% das grandes organizações dos EUA tinham em dezembro de 1998 pelo menos um curso à distância. Dentre as 500 maiores empresas, estima-se que até o final de 2001, 90% deste universo terão sites próprios de treinamento à distância.

Para Nisembaum, algumas metas do ensino à distância dentro das universidades corporativas são fornecer oportunidades de aprendizado que apoiam a estratégia
do negócio e garantam a fidelização de seus públicos, treinar a cadeia de valor, incluindo colaboradores, fornecedores e clientes, e criar um sistema de mensuração que avalie tanto os insumos como os resultados. Entre os benefícios também estão redução de tempo de aprendizagem e custo, otimização de aprendizagem, aumento da retenção, segurança, motivação e acesso e prazer
em aprender.

"Os principais desafios para esta aprendizagem são treinar muita gente ao mesmo tempo, usar eficientemente o tempo do treinamento, ter um corpo docente de alto nível e homogêneo e também ter à disposição tecnologias com grande abrangência", explica o consultor.

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Entrevista com o consultor para programas de universidades corporativas, Hugo Nisembaum