Você sabe como recrutar e desenvolver talentos na sua empresa?

por Daniele Aronque

Uma pesquisa realizada pela Caliper, consultoria internacional especializada em estratégias

humanas, mostra que erros na hora da contratação levam um em cada quatro empregadores a demitir um novo funcionário na primeira semana de trabalho.

Procurando minimizar o que os dados da pesquisa mostraram, a consultoria criou o teste de perfil Caliper, que faz o cruzamento entre as características de personalidade do candidato e as exigências para assumir o cargo proposto.

Usado por mais de 25 mil empresas em todo mundo e já aplicado em mais de um milhão e meio de pessoas, o teste avalia cerca de 30 traços de personalidade relacionados a competências ligadas à maioria das funções de liderança, relacionamento e resolução de problemas. Além de mostrar o potencial do candidato, o teste também sugere oportunidades de treinamento para suprir seus pontos fracos.

Milagre? Não exatamente. O questionário, com mais de 150 perguntas, foi criado há 40 anos e vem sendo aperfeiçoado desde então. "Muitas empresas não descrevem, ou não sabem exatamente o que querem dos futuros funcionários. Isso ainda é um grande erro que dificulta o trabalho de seleção", explica Harold Weinstein, Ph.D em Consultoria e COO da Caliper International.

Segundo Weinstein, a essência desse processo é garantir a escolha da pessoa certa para o lugar certo, deixando de lado critérios supervalorizados como idade, sexo, experiência anterior e formação escolar, para dar mais espaço ao potencial que o candidato tem para desenvolver sua tarefas.

"As contratações devem ter pouco a ver com a experiência do profissional, e tudo a ver com o potencial", esclarece o consultor. Só assim será possível desenvolver as habilidades do profissional de acordo com as necessidades da organização e dele próprio.

Outro ponto defendido pela Caliper é que, para ser realmente bom para o funcionário e para a empresa, o trabalho deve reunir quatro pontos fundamentais:

  • o profissional deve gostar daquilo que faz, ter uma atividade prazerosa (a pessoa certa no lugar certo)
  • ser bem pago pelo seu trabalho
  • ser reconhecido pelo que está fazendo (isso traz confiança e motivação)
  • ter oportunidade de crescimento na sua área de atuação

Weinstein acredita que muitas empresas não reconhecem os fatos que realmente motivam seus profissionais e por isso não aproveitam adequadamente o potencial de cada um. "Qualidades pessoais junto com uma boa motivação podem transformar bons profissionais em futuros líderes, e é nisso que apostamos", finaliza.