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Upgrade de executivos...

por Antonio Carminhato*

Eu nao deveria ter ficado chocado ao ler, na semana passada, um artigo numa influente revista de negócios sobre uma empresa que constatou o alto nível de stress, nervosismo e baixo astral na grande maioria de seus funcionários.

Eu também não deveria ter ficado chocado ao saber que uma das medidas foi a distribuição, inclusive para o presidente da empresa, de bolinhas esponjosas para os funcionários apertarem durante os momentos de tensão.

Não podemos opinar sobre o projeto específico, pois desconhecemos os efeitos e a eficiência do aperto da bolinha e principalmente porque desconhecemos as "outras medidas" aplicadas.

Sem ironia e com muita franqueza, está longe de nós subestimarmos a qualificação, competência e boa vontade dos profissionais envolvidos neste projeto. Por isso, expresso minha opinião sobre o assunto dentro de um contexto geral no universo corporativo.

Acho que se fizermos a mesma pesquisa em outras empresas os resultados não serão substancialmente diferentes, ou seja, de 70 a 90% dos funcionários admitem estar estressados, deprimidos ou desmotivados. Esta praga, popularmente denominada de stress, atinge a qualquer um, apenas mudando a tonalidade de acordo com a empresa e a natureza de cada pessoa.

Nenhuma empresa deve ignorar isso pois, se não for fatal, ao menos provoca sérios danos, dependendo do momento do ciclo de vida da empresa. Estressados ou deprimidos são apenas dois lados de uma mesma moeda: o equilíbrio (ou desequilíbrio) mente e corpo, que no fundo reflete a qualidade de vida do ser humano.

O quadro abaixo mostra os sete resultados possíveis a partir de um diagnóstico:

Configuração Classificação
Pentium IV Extraordinário
Pentium III Excelente
Pentium II Bom
Pentium I Regular
Pentium Razoável
486 Ruim
386 Muito Ruim

Os extremos mais evidentes são identificáveis com facilidade:

No extremo inferior está o 386, aquele profissional exaurido, cansado, desmotivado, improdutivo, prestes a se afastar por licença médica ou a procura de uma recolocação, pois no íntimo ele sabe que seus dias estão contados no lugar onde trabalha.

No outro extremo está o Pentium IV, ágil, dinâmico, criativo, produtivo, de bem com o trabalho e com a vida, pronto para aceitar novos desafios que a empresa venha a lhe apresentar. Claro que os empresários, CEO's e Presidentes gostariam de ser e de formar um time só de Pentium IV. Mas a realidade é diferente, as atividades corporativas são desgastantes e a tendência geral, sem ser regra, é a gradual degradação e obsolescência, ou seja, um executivo dinâmico e eficiente hoje pode ficar desmotivado e improdutivo no futuro.

Se as empresas fizerem uma análise retroativa poderão facilmente constatar que isso já está ocorrendo. É importante lembrarem de que existe uma co-responsabilidade das próprias organizações pela queda de qualidade de vida no ambiente de trabalho e não creio que apenas uma academia de ginástica ou exercícios de relaxamento muscular sejam suficientes para reverter o quadro e a tendência.

Como consequência, cai também a qualidade dos produtos e serviços, bem como a eficiência e a produtividade da empresa.

Mas você deve estar se perguntando: O que fazer para "cuidar" dos estressados?

Um programa eficiente de qualidade de vida deve ser mensurável de uma forma objetiva e imparcia e deve promover o upgrade do executivo, ou seja, ser capaz de transformar um profissional 486 de hoje num Pentium III de amanhã.

Mais importante ainda é o fato de que podemos fazer este upgrade, ou seja, podemos melhorar a qualidade de vida, independentemente da formação cultural ou do nível sócio-econômico das pessoas. Como? Avivando a força interior, alterando hábitos, promovendo a redução da ansiedade, do stress, da irritabilidade e uma série de outras sensações "inimigas" do nosso sucesso pessoal e profissional.

Utilizando como ferramentas os novos ramos da ciência, como psiconeuroimunologia, neurociência, medicina comportamental, science food e neurolingüística, além da fitoterapia e dos suplementos alimentares, promove-se gradualmente maior bem-estar e felicidade na vida.

Lembre-se: o upgrade da empresa será diretamente proporcional ao de seus executivos e funcionários.

*Antonio Carminhato é instrutor de Qualidade de Vida pós-graduado na Holanda, articulista e diretor do Instituto Arte de Viver