Perfil profissional e mercado de trabalho

De acordo com os selecionadores, técnicos e tecnólogos em Telecomunicações capazes de disputar uma boa oportunidade de trabalho devem ter formação acadêmica ou profissionalizante, falar inglês e espanhol e disponibilidade para viajar a trabalho. É bom também ser especializado em alguma área apresentada pelo curso.

Características pessoais como ambição, agilidade, dinamismo e criatividade são bastante solicitadas pelas empresas. Habilidade em cálculos, capacidade de raciocínio, objetividade e iniciativa são imprescindíveis.

"Profissionais decididos, que buscam desafios constantementes e familiarizados com a tecnologia, se enquadram no perfil que o mercado procura atualmente", explica Dora Oliveira, da On Time Recursos Humanos.

Mercado

O profissional da área de Telecomunicações pode trabalhar em empresas de telefonia convencional, celular ou via satélite, de transmissão de dados via satélite, em centros de pesquisa e desenvolvimento, veículos de comunicação eletrônica como rádios e tevês, indústrias de Telecomunicações e Informática e algumas empresas que precisam deste tipo de serviço, como mineradoras, por exemplo.

Com os leilões e as privatizações, o mercado de trabalho tornou-se mais amplo. Uma parte dos profissionais passou a trabalhar diretamente nas empresas enquanto outra tornou-se terceirizada. No Estado de Pernambuco, por exemplo, o número de trabalhadores chegou a dobrar depois desses acontecimentos.

Segundo Marcelo Beltrão, presidente do Sinntel (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas) de Pernambuco, esse crescimento "levou a uma precarização dos serviços da área. Parte dos profissionais do ramo de telefonia fixa ou convencional foram terceirizados e passaram a receber menos pelos seus serviços. Já no ramo de telefonia celular, ocorreu o contrário. O campo de trabalho e os salário cresceram nas mesmas proporções".

Estatísticas da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) indicam que o Brasil está entre os 10 países que mais investem em tecnologia atualmente. "Nosso país é responsável por 315 mil postos de trabalho. A economia está cada vez mais eletrônica. Por isso a demanda de profissionais é numerosa", explica Dora Oliveira, da On Time Recursos Humanos.

Um exemplo disso é a Globalstar que, recentemente, inaugurou em Manaus sua terceira base terrestre, possibilitando comunicação via satélite para todo o território nacional. "A nossa meta é atingir até o final de 2001 a marca de 25 mil assinantes", conta Pedro Maionnase, presidente da Globalstar do Brasil. "Quando entrei na empresa, há dois anos, tínhamos 15 funcionários. Hoje são cerca de 160", acrescenta.

Para evitar a saturação de determinados segmentos, Pedro sugere que " haja constante reciclagem profissional, para melhorar a qualidade do serviço e tornar o mercado cada vez mais flexível". As empresas também podem contribuir para evitar a rápida saturação do mercado. "Devem contratar uma quantidade de trabalhadores suficiente para atender a demanda. Muitas vezes, as organizações contratam além do necessário e depois que atingem suas metas, demitem. Isso satura o mercado", explica Pedro.

Segundo o presidente da Globalstar, as áreas de engenharia de telecomunicações, de sistemas, de projetos e a área de vendas são as mais procuradas atualmente. "Não é preciso apenas estabelecer a comunicação, mas também educar o público e saber vender o serviço", conclui o executivo.

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