Um pouco de história

O cargo de ombudsman surgiu oficialmente na Suécia, em 1809. Era um ministro contratado pelo rei para controlar a atividade dos juizes do reino. O trabalho deu tão certo que o ombudsman ganhou mais atribuições, passando a fiscalizar também a administração pública.

Em 1967, a Suécia passou a ter três ombudsmen. Um deles fiscalizava as atividades dos tribunais, órgãos fiscais, forças armadas e política. Outro cuidava dos assuntos sociais, da imprensa e da educação nacional e o terceiro, dos assuntos da administração.

Porém, muito antes, os Tribunos da Plebe já ouviam na Roma antiga as queixas dos cidadãos. No Brasil Colonial, os padres tinham essa função, o que deu origem à expressão popular "vá se queixar ao bispo".

Na imprensa, o pioneirismo foi obra dos jornais americanos Louisville Journal e do Louisville Times, no estado de Kentucky, que deram início à atividade em 1967. Mas os japoneses contestam essa afirmação, alegando que o jornal Yomiuri Shimbun, em 1938, possuía um profissional com função similar a do ombudsman.

Aqui no Brasil o primeiro jornal a adotar a função foi a Folha de S. Paulo, em 1989. Depois dele, muitas empresas, órgãos públicos e administrações municipais seguiram o exemplo.

A palavra "ombudsman" é de origem sueca. É a junção da palavra ombud (representante) e man (homem). Quando a função foi criada, em 1809, recebeu a denominação de "Justitieombudsman" (ombudsman de justiça).

Pela origem da palavra, seria incorreto utilizar como seu plural "ombudsmen", já que não é um vocábulo inglês. O correto seria "ombudsmän". Seu feminino seria "ombudskvinna", que no plural ficaria "ombudskvinnor". No entanto, já é hábito, na maioria dos países, o uso do plural "ombudsmen".

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