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Mercado de trabalho

Como a oferta é maior do que a procura, hoje é raro encontrar profissionais sem emprego, ainda que estejam cursando a faculdade. A Porto Seguro, por exemplo, precisava em certa ocasião de um estagiário que estivesse no quarto ano de Ciências Atuariais, mas não obteve sucesso. "Pesquisamos em todas as faculdades e não encontramos. Contratamos um estudante do segundo ano", conta Duarte Marinho Vieira, atuário da empresa.

Esses profissionais podem atuar com seguros e previdência privada aberta - para cliente externo, pessoa física, não necessariamente com vínculo empregatício - ou fechada -seguro ou plano de previdência privada em grupo, para atender funcionários das empresas. A ABRAPP (Associação Brasileira de Previdência Privada) é a instituição que regulamenta o segmento "fechado" e a ANAPP (Associação Nacional de Previdência Privada), o segmento "aberto".

Dependendo da escolha, o atuário poderá direcionar seu trabalho para a área de exatas, analisando planilhas, efetuando cálculos e notas técnicas, ou para a área de humanas, trabalhando com gestão de pessoas ou coordenando equipes de vendas, na área comercial. Segundo Duarte, as faculdades que ministram o curso em São Paulo estão voltadas para a área de humanas, enquanto as do Rio estão voltadas para a área de exatas.

É possível trabalhar com todos os tipos de seguro oferecidos ou buscar especialização num determinado seguro. "Como a área é pouco conhecida, a especialização é obtida por meio da vivência que o profissional adquire", explica o atuário.

Uma outra área possível de ser explorada é a de consultoria. Existem poucas no Brasil, já que o número de profissionais com elevado tempo de experiência é bem pequeno. "É um mercado muito bom. Além disso, esses profissionais cobram um valor condizente com a escassez de profissionais especializados.", diz Duarte. O atuário também acredita que "daqui há 10 anos o mercado ainda estará aquecido e os futuros profissionais também serão muito bem remunerados".

A profissão de atuário é regulamentada pelo decreto-lei N.º 66.408, de 3 de maio de 1970 e a entidade responsável pela área é o IBA (Instituto Brasileiro de Atuária). O salário inicial de um atuário é de cerca de R$ 2.000. Alguns especialistas dizem que esse salário pode triplicar em cinco anos de carreira mas, segundo Duarte, "isso varia de acordo com a forma como o profissional atua nas empresas". "Se é uma pessoa com iniciativa e idéias inovadoras, é provável que isso realmente aconteça".

Perfil profissional

Facilidade na compreensão da lógica dos cálculos e fórmulas atuariais e ótimos conhecimentos em matemática e estatística são alguns dos requisitos para exercer a profissão de atuário.

Atualmente são poucas as faculdades que ministram o curso de Ciências Atuariais; elas estão localizadas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Minas Gerais e Paraná. Com duração de quatro ou cinco anos, o estudante estuda nesse curso diversas disciplinas ligadas à outras faculdades, como Matemática, Estatística, Economia, Direito, Contabilidade, Administração e Marketing. Algumas escolas fornecem também a disciplina de Psicologia.

Somente quem possui diploma pode exercer a profissão e assinar pelos produtos e projetos que realiza. Hoje existe no mercado um curso de aperfeiçoamento administrativo na área atuarial: MBA em Gestão Atuarial e Financeira, oferecido pela USP.

No Brasil ainda não há muitos livros para consulta sobre o assunto. As informações podem ser obtidas em livros escritos em inglês ou espanhol. "O número de livros didáticos que abordam assuntos relacionados à área atuarial é muito reduzido e não são obras recentes. A bagagem cultural brasileira está começando a ser desenvolvida por alguns profissionais da área", diz Duarte.

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