Ética
De qualquer forma, uma opinião é unanimidade entre os especialistas: o contato não deve quebrar a relação ética entre professor e aluno. É preciso visualizar o mestre não como "padrinho", e sim como um grande orientador, que prepara o estudante para enfrentar as dificuldades do mercado e lhe ajuda quando encontra uma oportunidade que se adapte às suas características.
Para Maria Helena de Gouveia, do Centro Universitário Fundação Santo André, "conceder privilégios por proximidade com o aluno, em detrimento de outros, é quebrar o código de ética". "Apesar de ser muito saudável, a empatia não dá ao professor o direito de selecionar quem ingressa no mercado de trabalho e nem ao aluno de utilizar-se de interesses para buscar seu espaço", esclarece a coordenadora.
Os professores do Centro Universitário divulgam de forma coletiva as oportunidades de trabalho, de maneira que os próprios alunos conquistem seu espaço e alcancem a maturidade. "Quem escolhe os profissionais é o próprio mercado, através dos requisitos necessários para o exercício de cada atividade", fala Maria Helena.
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