| Esqueça a estabilidade! | ![]() |
O mercado procura pessoas que não tenham medo de mudanças
da redação*
Todo mundo se preocupa em ter uma profissão estável, que não seja rapidamente relegada ao segundo plano pelo mercado de trabalho e que garanta boas oportunidades, de preferência até o final da vida.
Talvez isso provavelmente explique a opção de milhares de estudantes pelos cursos de Medicina, Direito e Engenharia, que, de acordo com os números dos últimos vestibulares da USP, Unesp e Unicamp, ainda são os mais procurados.
Mas o panorama das profissões e do mercado vem mudando muito, e o que parecia estável e seguro está aos poucos se tornando apenas uma velha convicção. Se antes ser médico, engenheiro ou advogado era garantia de vida tranqüila, isso se devia ao fato das oportunidades serem poucas, porém seguras. Hoje são inúmeros os campos de atuação e as possibilidades por eles oferecidas, mas ninguém garante a estabilidade.
"É preciso perceber que o paradigma é outro", diz Nassim Gabriel Mehedff, secretário nacional de Políticas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego, em entrevista publicada no número 31 da revista Agitação, do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola).O secretário enfatiza a necessidade de, cada vez mais, o profissional não se apegar a poucas oportunidades, por mais promissoras que pareçam. É preciso estar atento às mudanças.
O mercado exige múltiplas habilidades, capacidade de se adaptar rapidamente a novas situações e, por que não, disponibilidade para mudar de ocupação. A transformação, ao que tudo indica, é bem maior do que se pensa. Mais do que nunca, o futuro profissional será mais e mais difícil de se prever, e cabe a cada um saber enxergar suas próprias oportunidades, e escolher as melhores.
"O jovem tem de trabalhar com a perspectiva de que vai mudar de profissão pelo menos três ou quatro vezes na vida", diz Mehedff.
*Fonte: Revista Agitação nº31 (CIEE)