Eventos estudantis contam muitos pontos no currículo
por Caco Cardoso

Presidente de consultoria afirma que eles desenvolvem aspectos comportamentais muito valorizados

Fazer uma faculdade ou universidade permite ao estudante ter as mais diversas vivências: além daquelas que são curriculares, sempre ocorrem eventos paralelos, promovidos por empresas juniores, centros acadêmicos e órgãos de representação dos alunos. Participar dessas atividades traz muitas vantagens pois, entre outros fatores, engrandece o currículo e é bem visto por selecionadores.

“Por meio desses eventos os estudantes podem desenvolver diversas habilidades muito valorizadas pelo mercado”, diz Marco Antonio Lovizzaro, diretor-presidente da Pró Recursos Humanos, empresa que presta consultoria há dezesseis anos. O próprio diretor costuma participar, para conviver, conhecer melhor a evolução dessas atividades e também para passar sua experiência no setor de recursos humanos. Comparece há três anos, por exemplo, na Semana de Alimentos da Faculdade Engenharia de Alimentos da Unicamp, e há cinco no Mercado e Computação, também da Unicamp.

Os eventos estão mais voltados, segundo Lovizzaro, para o desenvolvimento pessoal, que as instituições de ensino superior, mesmo as mais famosas, deixaram um pouco de lado. “O mais importante não é a nota que você tira ou o diploma que leva embaixo do braço, mas ter claro o que você aprendeu e saber desenvolver habilidades pessoais”, avisa. Para aqueles que acham isso conversa para inglês ver, o diretor diz que em processos seletivos os aspectos comportamentais têm um peso final de até 40%.

Os aspectos comportamentais não são uma entidade abstrata, e sim a capacidade de usar suas habilidades humanas no dia-a-dia, e os eventos acadêmicos exigem dos indivíduos uma presença maior dos relacionamentos interpessoais. Como se não bastasse, ainda dão a quem participa a chance de aplicar de forma prática conceitos aprendidos em aula.

Entre as habilidades que podem ser desenvolvidas nessas atividades, sejam elas semanas acadêmicas, congressos de estudantes, feiras de recrutamento, etc, as principais destacadas por Lovizzaro são:

  • Trabalho em grupo é o principal elemento, devido à interação com outros estudantes, ainda mais se o universitário participa ativamente da organização, o que, segundo Lovizzaro, dá mais importância à experiência;
  • Comunicação interpessoal. Se relacionar com outras pessoas, sabendo expor suas idéias, ouvir outras opiniões e ainda criar amizades e rede de relacionamentos fortalece esse ponto;
  • Rede de relacionamentos e visão global. Conhecer outras realidades pelo contato com estudantes de diversos estados e profissionais reconhecidos amplia a noção que se tem sobre o mercado de trabalho, a realidade do ensino em âmbito nacional e os variados perfis profissionais.

“Devido a essa possibilidade de engrandecimento profissional e pessoal, o interesse dos alunos está aumentando, assim como esses eventos estão cada vez mais bem organizados, com objetivos definidos e sérios”, diz Lovizzaro. Entretanto, o diretor da Pró Recursos Humanos alerta para a seriedade com que eles devem ser encarados. A dica é ir com a cabeça voltada para o desenvolvimento pessoal e participar ativamente, com determinação.

Para finalizar, Marco Antonio Lovizzaro aconselha todos os estudantes a participarem dessas atividades, não deixando de incluir essas experiências no currículo. “Por melhor profissional que alguém seja, é preciso que desenvolva seus aspectos comportamentais, e os eventos acadêmicos extracurriculares são uma ótima maneira de atingir esse objetivo”, completa.

 


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