Dez dicas para o jovem profissional
Ingressar no mercado de trabalho não é tarefa fácil para ninguém. Pensando nisso, a psicóloga Mila Motomura* preparou para o Empregos.com.br uma lista com algumas dicas preciosas para quem está iniciando sua carreira

1. Entenda muito bem o que é sucesso para você. Promoções rápidas? Dinheiro? Contribuições significativas para a sociedade? Evoluir profissionalmente até virar um “peso pesado”? Descubra que tipo de sucesso você almeja e por quê.

2. Assuma totalmente o cargo em que você está e procure ser o melhor na área de sua responsabilidade. Crie, invente, melhore, reinvente seu próprio trabalho para torná-lo cada vez melhor e mais contributivo. Esteja sempre totalmente presente no aqui-e-agora do seu trabalho, não desperdice um momento sequer “olhando a grama do vizinho”.

3. Não faça coisas que possam prejudicar o futuro: mentir, puxar o tapete do outro, envolver-se em fofocas para derrubar o concorrente, fazer coisas não éticas para subir na velocidade desejada. Quando a pessoa faz isso se perde na ilusão do curto prazo e prejudica permanentemente a evolução profissional a longo prazo.

4. Caminhar sozinho ou com outros? A jornada de evolução profissional tende a ser vista, principalmente no mundo dos negócios, como uma guerra pessoal. É a idéia do destacar-se na multidão, ser o melhor, não perder a competição. Outros, no entanto, vêem essa evolução como algo coletivo, ou seja, trabalhar para a organização. Ir muito bem e todos ganharem com isso inclusive a própria sociedade. Muitos executivos de sucesso duradouro estão trabalhando para o bem-estar da coletividade, da equipe, dos próprios colegas. É o caso daquele profissional que é bem-quisto por todos ao seu redor e todos só falam bem dele. É como se muita energia positiva ajudasse a pessoa a evoluir mais rápido.

5. Não fique só em diagnósticos e planos, vá rapidamente para a ação. Mesmo que não dê totalmente certo logo na primeira tentativa, proporcionará aprendizagem prática. Essa experiência é o ativo mais importante que o profissional deve construir. Equilibre competência teórica com crescente competência prática.

6. Equilibre sua competência técnica com competência política e humana. A competência política positiva é a capacidade de lidar com o poder. Seu próprio (consciência da força que você tem em fazer as coisas acontecerem ao seu redor) e competência de lidar com o poder dos outros: pares, chefes, etc. As competências humanas podem ser compreendidas no sentido de você ser um verdadeiro diplomata sabendo lidar muito bem com as situações de conflito que sempre surgem nas organizações.

7. Invista em suas competências duráveis que são aquelas que nunca se tornam obsoletas. Todo o conhecimento e toda técnica envelhecem, por isso é importante se atualizar o tempo todo. Exemplos: capacidade de pensar estrategicamente, de comunicação, trabalhar em equipe, etc.

8. Amplie constantemente sua rede de relacionamentos. Não se isole, conheça gente de todas as áreas e profissões, procure pessoas, procure especialistas, visite organizações diferentes, solicite reuniões, entrevistas, seja pró-ativo socialmente. É sempre impressionante o que pode ser gerado a partir desses relacionamentos: novas idéias, novas oportunidades de relação, novos negócios, ajuda mútua, etc.

9. Respeite os veteranos ao seu redor. Aprenda com a experiência deles. Ouça as histórias que têm a contar. Aprenda a partir dos erros e acertos que tiveram em suas próprias carreiras. Lembre-se que sua carreira dependerá bastante de sua prática e de sua experiência e os veteranos poderão acelerar muito a sua evolução.

10. Não peque por excesso de esforço. O melhor sucesso é aquele que é alcançado naturalmente, sem estresse, simplesmente a partir de suas realizações no dia-a-dia. Esforçar-se além da conta pode até gerar benefícios, a curto prazo, na evolução da carreira, mas a longo prazo pode ser fator de retardamento, à medida que eventuais períodos de estresse venham interromper o processo, em certos casos até tirando a pessoa da carreira escolhida. O melhor sucesso é aquele que é sustentado naturalmente e altamente prazeroso.

*Mila Motomura é psicóloga e diretora da Oficina de Carreira.