| Atividade acadêmica pode abrir porta para primeiro estágio | ![]() |
Como superar a falta de experiência profissional utilizando-se da vivência acadêmica
por Bruno Asp*
"Não tenho um histórico profissional. Como posso entrar no mercado de trabalho se a experiência é requesitada?". Essa é uma dúvida comum à maioria dos estudantes universitários, que ainda não entraram no mercado de trabalho. A resposta à pergunta é uma só: "Passe a se envolver de maneira efetiva com as atividades acadêmicas", aconselha Tânia Izzo, supervisora de projeto em recrutamento e seleção da Pró RH.
As entrevistas para estágio ou emprego geralmente são realizadas tendo como base os históricos profissionais dos candidatos. Porém, em algumas situações como, por exemplo, o preenchimento de uma vaga para a qual experiências anteriores não são necessárias, os recrutadores costumam tomar como base o histórico escolar ou, em outras palavras, a vivência universitária do candidato.
De acordo com Tânia, algumas empresas buscam pessoas sem experiência profissional, pois assim podem moldar e desenvolver as habilidades e o talento do jovem profissional de maneira que se adaptem à realidade e aos objetivos da corporação. As seleções para esse tipo de vaga costumam levar em consideração o histórico escolar.
Ao realizar atividades relacionadas ao mundo universitário, como integrar um centro acadêmico, uma empresa júnior, um diretório acadêmico, ou participar de evento estudantis, o jovem pode adquirir habilidades que são esperadas e apreciadas por empresas, que podem vir a contratá-lo, mesmo não tendo um histórico profissional de primeira. "O que se pede ao jovem é cultura e conhecimentos atuais, e isso é possível se ele se envolver com a faculdade", argumenta Tânia.
Isso não quer dizer que o estudante tenha que ter as melhores notas da turma, mesmo porque, segundo Tânia, "O que se procura não é um expert que estuda e decora para prova, mas uma pessoa que possa compreender e associar com o momento atual aquilo que é visto em sala de aula". O envolvimento com essas atividades acadêmicas mostra o quanto o estudante é capaz de se comprometer com determinados objetivos, e o comprometimento é muito importante, no ponto de vista das empresas.
A busca dessas atividades, de cursos extra-classes, de matérias eletivas ou optativas, caracteriza o jovem como um possuidor de iniciativa, proatividade e de auto-desenvolvimento. "A atitude do estudante, ao mostrar que busca algo além daquilo que lhe é proposto, é muito valorizada durante uma seleção", conta Tânia.
Os recrutadores costumam adquirir as informações referentes ao histórico escolar do candidato de maneira indireta, geralmente através das apresentações, perguntas e dinâmicas. Por isso é muito importante que o jovem destaque durante a entrevista todas aquelas atividades com as quais se envolveu, por mais que elas possam parecer irrelevantes. "O candidato tem que valorizar, mas não deve aumentar", sugere.
*Colaborou: Tânia Izzo, supervisora de projeto em recrutamento e seleção da Pró RH