Treinamento: reflexões e cuidados
Treinar funcionários não é passatempo
Por Nildo Leite*
É cada vez maior o número de organizações e indivíduos que buscam o aprimoramento pessoal, profissional e institucional. É imperativo esta busca por instrumentos, ferramentas e técnicas para um melhor posicionamento, uma melhor atuação.
Este fato se dá, entre tantos outros motivos, em função:
É utópico o desejo de participar de um mercado (de pessoas e de organizações) tão competitivo e seletivo de forma aleatória, sem um posicionamento e um planejamento estratégico, sem profissionalização em todos os níveis, sem estar municiado de informações, sem conhecimentos amplos e especializados. Em razão disto, uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento humano e empresarial – e que cada vez mais vem se utilizando com frequência – é, sem dúvida, o treinamento. É indispensável. Pessoas continuarão sendo o grande diferencial para qualquer empreendimento.
Entretanto, não se deve “comprar” treinamentos apenas teóricos com pequena ou quase nenhuma aplicabilidade prática, apenas para engordar o currículo ou ainda para justificar a aplicação de uma “verba que está sobrando no orçamento”.
Cabe lembrar que treinamento não é sinônimo de passatempo. Tampouco é pacote. Deve ser encarado como um grande investimento. Deve ser sob medida, atendendo necessidades e tanto pessoas quanto organizações devem atentar seriamente para isto. É obrigação verificar: a carga horária em função do conteúdo programático a ser ministrado, o número de participantes (nossa experiência recomenda para cursos de curta duração, teórico ou prático, um número máximo de 20 pessoas por turma), homogeneidade/heterogeneidade dos treinandos. É extremamente importante e necessário o rigor nos critérios para selecionar e contratar instrutores e/ou empresas para um curso/treinamento. É imperativo confirmar a idoneidade de todos os envolvidos, currículo do consultor/instrutor (checando se este não é apenas um “animador de auditório”, a sua formação acadêmica, o seu conhecimento teórico verdadeiro e sua experiência prática com os resultados relevantes obtidos de suas atividades profissionais, sua postura ética, seu tempo de atuação no mercado, sua sensibilidade aos valores culturais, etc.), a relação de pessoas e empresas atendidas e o nível de satisfação destas durante e pós–treinamento, o local para o evento (instalações, segurança, facilidade de acesso, estacionamento), os recursos audiovisuais e didáticos que serão utilizados, a análise do investimento a ser feito (muitas vezes a opção pelo mais barato sai muito caro), coffee break oferecido, estrutura de apoio (pessoas envolvidas, ações que desenvolverão, comprometimento), processos de avaliação (durante e após o treinamento).
Após verificar com a exigência necessária as orientações acima, ficará mais fácil decidir que rumo tomar para não perder tempo, para não ser enganado(a), para não perder dinheiro e muitas vezes, o conhecimento correto já adquirido.
* Nildo Leite é consultor de empresas, empresário, palestrante, coordenador e professor de cursos de pós-graduação e graduação em instituições de ensino em Salvador (BA) nas áreas de Gestão Estratégica e Marketing. É mestrando em Marketing e Gestão Empresarial pela Universidade Internacional de Lisboa – Portugal, pós-graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP), em Administração com ênfase em Recursos Humanos pela Universidade Estácio de Sá (UES-RJ).