Incentivar não custa nada
Um elogio sincero pode ter resultados incríveis

Por Marcos Simões*

Em tempos de vacas magras (leia-se: tempos cruelmente competitivos), as empresas justificam, mais uma vez, a falta de investimento em seu pessoal com a falta de recursos financeiros.

É sempre bom lembrar que nosso pessoal gosta de receber um extra quando um grande resultado é atingido. Porém, dinheiro não é tudo, ou seja, mesmo com uma premiação generosa é fundamental “fazer um barulho” durante um momento importante. Ser generoso financeiramente não basta.

Existe uma outra situação que também merece a nossa atenção. Empresas que de fato estão vivendo um momento difícil precisam “abusar” da única premiação “disponível” no momento: a premiação psicológica. O “tapinha nas costas”, por exemplo, ou o elogio por um ótimo trabalho: “Almeida, você foi fantástico neste mês”.

A premiação psicológica deve ser:

1. Sincera, vinda de alguém que realmente gosta de lidar com gente e com a complexidade humana.

2. No tempo certo.

3. Acompanhada de um reconhecimento público. Seja em uma reunião, no jornal interno (endomarketing), quadro de avisos ou em uma medalha comemorativa.

Como é difícil para alguns lideres fazer isso. É curioso como não utilizam essa “ferramenta” com suas equipes. Por esquecimento ou por pura maldade, acreditando que “se elogiar estraga”. Elogio e aconselhamento constroem talentos.

Repensemos a nossa forma de incentivar e premiar. Distribua elogios quando necessário.

Melhor, construa oportunidades para incentivar:

1. Através de uma seleção adequada.

2. Treinamento personalizado e permanente.

3. Um acompanhamento à altura dos grandes líderes.

4. Uma estrutura que “conspire a favor” das grandes conquistas.

Você já fez algum elogio hoje? Se não fez, comece a conquistar esse hábito e bons negócios.

*Marcos Simões é psicólogo com MBA em Marketing e administração de RH, consultor e palestrante em RH, Marketing, Liderança e Motivação.