Continuação - O preço da escolha

É outro mundo
Como os jovens de países desenvolvidos escolhem a profissão
França
Aos 15 anos, os jovens franceses começam a receber, nas escolas, uma disciplina específica sobre orientação profissional. Também optam por uma área genérica para cursar o ensino médio – por exemplo, a tecnológica, a biológica, a literária etc. É uma escolha importante: ao chegarem na universidade, os estudantes terão de seguir profissões que se enquadram na área que haviam escolhido. A decisão é efetivamente tomada na metade do curso superior, quando o jovem tem, em média, 20 anos.

Estados Unidos
O modelo norte-americano é o mais referendado pelos críticos do ensino superior brasileiro. Ao entrar na universidade, o jovem começa a freqüentar o College, composto só de aulas básicas sobre assuntos dos mais diversos. Assim, o adolescente ganha experiência para escolher a profissão de forma mais sensata – o que geralmente acontece quando completa 19 anos. Além disso, os alunos do ensino médio passam sempre por uma disciplina regular de orientação profissional, oferecida em todas as escolas.

Inglaterra
Os ingleses escolhem a profissão aos 16 anos. Embora precoce, a decisão é tomada só depois de terem passado por uma série de atividades de orientação vocacional. Por exemplo, a Career Studies, disciplina obrigatória oferecida no final do ensino médio. As escolas inglesas também estimulam os alunos a trabalhar em diferentes áreas para que conheçam as profissões à base da experiência pessoal – o que diminui bastante a chance de uma escolha malsucedida.

Escandinávia
O modelo escandinavo é bastante parecido com o inglês. A High School (ensino médio) oferece aulas sobre profissões e, tal como na Inglaterra, estimula as experiências práticas. A diferença é que os jovens costumam passar um ano trabalhando em seis áreas diferentes após terminarem a High School. A experiência acaba sendo vital para a escolha da profissão.

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