A solução está lá fora
O presidente da Fiesc diz que o mundo está cheio
de oportunidades para empresas que deixarem de
pensar localmente e de contar com o governo

Por Eugênio Esber

Aos 64 anos, o engenheiro mecânico Alcantaro Corrêa se sente cada vez mais à vontade para dizer o que pensa. Nascido em Pomerode, cidade próxima de Blumenau, o presidente da Eletro Aço Altona cultiva um estilo direto, sem filtros. Em seu gabinete na presidência da Fiesc, onde despacha com um mapa-múndi à retaguarda, Alcantaro recebeu AMANHÃ para uma conversa que durou quase duas horas e não tangenciou polêmicas. Além dos petardos de praxe contra a voracidade do fisco e a insuficiência do PAC para acelerar o crescimento, ele não economizou cartuchos na direção de empresários que considera desatentos às oportunidades globais ou, em certos casos, até mesmo acomodados. “Há quem prefira ficar na praia em vez de circular”, fustigou. Professor do curso de Economia da Furb, de Blumenau, Alcantaro Corrêa rema contra a maré de opiniões favoráveis a uma intervenção mais forte do governo no mercado de câmbio (“Não há milagre a fazer para deter a queda do dólar”) e diz que a solução, mesmo, é esquadrinhar o planeta para vender mais e encontrar fornecedores de menor custo. “Não há outro caminho”, defende.

Qual deve ser a atitude dos industriais diante da dificuldade cada vez maior para produzir de forma competitiva?
A indústria deve lutar por seus direitos. Recentemente, por exemplo, derrubamos a tentativa do governo de Santa Catarina de elevar o ICMS. A sociedade toda se mobilizou para isso, porque já não há mais como suportar a carga tributária. De todo modo, a mobilização poderia ser maior. Mas muitos empresários foram machucados ao longo do tempo por tantos planos e mudanças na economia e ficam com medo de ser atingidos de uma forma indireta, pela fiscalização, pelo que seja... Então eu percebo que, quando tomo alguma atitude, alguns vêm me cumprimentar: “Isso mesmo, alguém tem de berrar, alguém tem de combater”.

Os empresários temem retaliações?
Muitos temem porque nós temos vivido situações bastante.. Há uma coisa chamada fiscalização, que pode ser no âmbito de um Estado ou no plano federal. Alguma coisa dirigida para incomodar, e a pessoa se assusta. Infelizmente, isso existe. Mas veja, embora essa luta toda seja muito importante no plano interno, eu acho que também temos de atuar no sentido de levar os empresários para fora do País, por intermédio de missões. A indústria precisa deixar de pensar localmente e começar a ver o mundo em busca de oportunidades – porque elas existem. Muitas vezes, nós ficamos aqui no Brasil chorando, discutindo as dificuldades que temos, imaginando que alguém venha fazer um milagre para melhorar essa situação do dólar... E acabamos não saindo à luta. Tenho dito, sempre: saia do Estado, vá rodar pelo mundo que você vai ver muitas coisas.

O empresário, ao olhar o cenário global, tende a ver mais riscos do que oportunidades?
Eu sempre digo que um negócio depende de gestão. Observe, por exemplo, a situação de empresários de um mesmo setor. Um vai mal, enquanto o outro – que usou as mesmas máquinas, as mesmas matérias-primas e está sujeito ao mesmo câmbio – vai bem. Qual é a diferença? A diferença é gestão. E digo mais: esse empresário, que está mal, provavelmente se complicou porque entrou num esquema em que ele não precisava vender. Ele foi comprado, ao longo de muitos anos, e de uma hora para outra a coisa caiu e ele não sabe vender. Na outra ponta, a do sucesso, está o empresário que vende, que busca os clientes que ele quer, que coloca o seu produto no mercado, que não fica preso a um comprador forte no mundo. São posturas diferentes.

A baixa cotação do dólar desnudou a dificuldade do empresário brasileiro de vender e construir sua marca lá fora?
Sim. Mas a solução é sair, e por quê? Porque o Brasil tem uma demanda pequena – e que está reprimida. Somos um País que não tem poupança, não pode crescer, não pode investir... Então, para indústrias que têm um parque moderno e atualizado tecnologicamente, a oportunidade é o mundo. Não tem outra.

Quais são as grandes oportunidades que o mundo oferece à indústria brasileira?
O mundo está crescendo. E precisa, antes de mais nada, de energia. Nem falemos da Índia, que ainda está adormecida, mas da China. Eles têm de inaugurar, todo mês, uma usina de 300 megawatts durante os próximos anos para chegar a 2050 em uma situação de equilíbrio de energia. E ainda tem a Índia, tem toda a Ásia maior, e não estamos falando nem da Rússia, que está lá, quieta, e tem um tremendo potencial de crescimento porque acumula um superávit anual enorme, acima dos US$ 100 bilhões ao ano, e este dinheiro está sendo acumulado em algum lugar – negócios envolvendo gás natural, por exemplo. A infra-estrutura é um grande foco de oportunidades. O mundo todo precisa de estradas, aeroportos... Há países que precisam ser inteiramente recuperados, como o Iraque, onde se promovem feiras especiais para atrair investidores de todo o planeta. O mundo precisa de cobre, ninguém pensa nisso. Cobre e níquel – o que abre imensa perspectiva para o setor de mineração. A área de alimentação vem a reboque – cada vez mais os povos precisarão de comida.  E de muitas outras coisas que nem sempre são
percebidas.

Por exemplo...
O mundo precisa de moradias. A começar pelo Brasil, que tem um déficit de dez milhões de moradias. Eu estive na Coréia do Sul, em 1993, e lá foi dito que o governo tinha focado um programa de construção de oito milhões de habitações para atender a essa necessidade do país. Ano passado, eu estive lá e acreditei que eles chegaram a esta marca de oito milhões, porque por onde eu andava eram conglomerados de edifícios, cheios de apartamentos. Ano passado, eu também estive no Kuwait, nos Emirados Árabes e no Catar. Ninguém imagina o que está sendo construído lá. Só no aeroporto do Catar estão sendo investidos US$ 10 bilhões. Gente, isso é dinheiro, é oportunidade para o mundo inteiro ir lá fazer negócios. Eles nos diziam: “Entrem na internet e lá vocês poderão ver o que podem fornecer: roupa de cama, toalha, papel higiênico, vidro, tijolos, telha, ar-condicionado”. Está na internet. Nós podemos ir lá e competir. Mas isso não é conhecido aqui. O Brasil pouco informa sobre aquela região. Para equipar todas essas moradias que foram construídas em cidades como Dubai, são necessários móveis, toalhas de mesa, de rosto, de banho. Mas o nosso pessoal da área têxtil, que reclama da situação aqui, não está presente lá. A China e a Índia, apenas, é que estão atendendo àquela demanda. Por isso que eu digo: enquanto o Brasil permanece encolhido e quieto, o mundo está aberto, cheio de oportunidades. Em uma de nossas missões, um revendedor de granito e mármore de Florianópolis vendeu 25 mil metros quadrados de piso de granito para a Biblioteca Nacional do Kuwait. Veja só. Foi sem maior expectativa e, quando deu por si, estava com várias pessoas em uma mesa, fechando negócios. Voltou sorrindo de orelha a orelha.

O que inibe tanto o empresário brasileiro?
O grande problema é esse primeiro contato, a eliminação do medo, a dificuldade de comunicação. Por exemplo, a gente vai à China e lá não falam nem Inglês. Então é complicado: se não tiver um intérprete ou o endereço na mão, o sujeito não volta para o hotel e fica na rua porque ninguém entende nada. Nós estamos resolvendo isso com as missões. É um sistema em que as pessoas vão de forma segura, com intérpretes e tendo toda a logística previamente resolvida. Ao fim dessas missões, a gente ouve o pessoal dizer: “Olha, eu estarei voltando para este lugar aqui”. Elas já criaram coragem, já sabem se virar. Perceberam que a barreira da língua é algo que pode ser superado sem maiores problemas. Há intérpretes aos montes.

Como o senhor orienta a sua empresa para tirar proveito desse cenário global?
Desde cedo, eu instituí – e isso já virou rotina – que a todo momento nós precisamos ter pessoas andando pelo mundo. Nesse instante, por exemplo, um de nossos engenheiros está em Tóquio, fazendo uma pesquisa sobre o que os japoneses importam do nosso setor – que é de metalurgia, produtos de aço. Ele já está lá há uma semana e vai ficar mais duas semanas num ambiente que nós identificamos para essa finalidade. Ele recebe uma sala com conexão de internet e telefone e dali se movimenta dentro do arquivo dessa instituição, que é uma espécie de CNI do Japão, e dali para fora. Quando encontra alguma dificuldade, ele tem o apoio da instituição. Ele paga somente o gasto de telefone e de internet – o resto é livre. É um prédio de mais de 20 andares. Três deles com salas à disposição de quem quiser prospectar negócios – tanto vender para o Japão quanto comprar deles. Conheci esse ambiente quando estive lá e, ao voltar para Santa Catarina, disse: “Fulano, vamos providenciar”. Foi com essa postura que aumentamos bastante a participação das exportações na nossa receita. Mês passado, essa participação chegou a 35%. O dólar está baixo? E daí? Você já viu alguma empresa exportadora perdendo dinheiro? Nenhuma. Porque, se fosse assim, elas não exportariam.

Como ganhar exportando com um dólar baixo?
Ao longo do tempo, e bem antes de começar esta crise do dólar baixo, tivemos uma preocupação muito grande em reduzir custos. Sabíamos que estávamos expostos ao mundo – e aí a competição é enorme. Buscamos todas as certificações. E adotamos também o programa Seis Sigma, uma ferramenta que os empresários deveriam olhar bem. Mas, ao mesmo tempo em que se cortam custos aqui, é preciso ter gente espalhada pelo mundo – pessoas visitando clientes, apoiando agentes de vendas, procurando nichos de mercado. Em março, tivemos seis pessoas nossas numa feira em Munique. Em julho, vai mais uma equipe de dez pessoas para outra feira, entre muitas outras que temos programadas. E também temos de estar prontos para ser visitados. Semana passada, eu recebi um alemão e um holandês num dia. No outro, um francês que toca um negócio no Cadaná, junto com um brasileiro. Em outro dia, recebi dois norte-americanos. Por isso nos preocupamos em ter pessoas que falem Alemão, Inglês, Francês, Espanhol. Precisamos estar preparados para receber essa gente toda e estabelecer uma boa comunicação. Mas todas essas coisas acontecem porque o mundo precisa, tem necessidade de fornecedores.

Que atributos são mais valorizados em um fornecedor global?
O mundo busca fornecedores que sejam sérios e que tenham qualidade. Esses dois pontos são fundamentais. Preço é um terceiro nível de exigência. Tanto que nós temos um cliente que opera nos Estados Unidos, no Brasil, no México, na França e, veja só, na China. Na operação da China, onde tudo é barato, ele está comprando de nós as peças principais, as de maior importância. Nós mesmos exportamos para a China, a um preço muito mais alto. Mas, voltando a esse cliente, do que ele precisa? Ele quer um fornecedor que honre o que prometeu: prazos, preços que foram acordados, especificações. Porque não adianta comprar um produto para ser entregue daqui a três meses e a entrega efetiva levar um ano ou mais. Isso não pode existir numa relação comercial. Esse é um ponto para o qual tenho chamado a atenção: gente, tem de ter qualidade e idoneidade. Seriedade nos negócios. Com isso, você se dá bem em qualquer parte do mundo.

E o câmbio? Há algo que o governo deva fazer, na sua opinião?
Eu não vejo. Se alguém pudesse fazer algum milagre em relação ao câmbio, já teria feito. A realidade é que, enquanto nós tivermos esses juros tão altos, vamos ter dólar sobrando aqui dentro. Porque lá fora tem muito dinheiro. É inevitável: com esses juros, os caras vêm investir aqui.

Bem, os juros vêm caindo e o dólar não reage. O superávit comercial não é uma causa importante da valorização do real frente ao dólar?
O superávit comercial vem muito mais de uma alta no preço de commodities , como o minério de ferro. Fisicamente, no entanto, estamos exportando menos. Este ano, o Brasil deve ter um superávit comercial menor, também por efeito do crescimento das importações. O que é natural: um país que exporta tem de importar. Não pode ser diferente. Até para que possamos nos modernizar. Eu considero positivo buscar matérias- primas, buscar equipamentos que não produzimos. Hoje, nós compramos matéria-prima na China, na Alemanha, no Chile... Importamos sucata de aço com menor custo do que a disponível no Brasil. Isso faz com que nos mantenhamos competitivos. Se não fizermos isso... Esperar que o governo dê uma mão, subsidiar...

As empresas brasileiras sabem usar o conhecimento de experts?
Com exceção das grandes empresas, não sabem. Nosso parque industrial é constituído de pequenas empresas. E, nesse segmento, é preciso que os governos criem um canal para beneficiar quem inova. Na China, o encargo social chegava, na época em eu que estive lá, a 21% da receita, mas a empresa podia reter 6% para aplicar em treinamento das pessoas ou em melhoria de gestão. É uma espécie de bônus que o governo dá para estimular a evolução das pessoas, das instalações. E, aqui no Brasil, o que nós temos é uma fome fiscal muito grande. Em algumas situações, antes mesmo que o empresário venda o que produziu, o governo já está botando a mão na sua parte. Então, diante de um sócio majoritário que manda a polícia atrás, o empresário fica acuado.

Qual sua opinião sobre o PAC?
Entreguei para uma assessora da ministra Dilma (Roussef, ministra da Casa Civil) um documento com 15 pontos que ficaram faltando para acelerar o crescimento. Tenho certeza de que ela vai tomar providência, pois a ministra Dilma responde, é uma pessoa séria. Uma lacuna importante do PAC é o agronegócio. Não foi citado em nenhum momento. Também não há nenhuma palavra sobre a reforma da previdência ou outras reformas fundamentais para redução da despesa pública, que é muito alta e leva a essa enorme carga tributária. A infra-estrutura é outro problema. Hoje se perde muito tempo em negociações para montar o Orçamento da União. Chega o final do ano e, quando se vai ver, o que foi investido nunca passa de 35% do que havia sido orçado. Para que fazer orçamento se não conseguimos implementar? Por que não fazer como a Austrália? Quando  precisa construir uma ponte, uma rodovia, os australianos contratam empresas globais que fazem a gestão daquele investimento de forma correta e segura. Veja o caso da duplicação da BR 101. Há um trecho que foi abandonado pela construtora há mais de um ano, não se sabe por quais razões, e ninguém toma providência, ninguém sabe o que fazer. Estão falando que a duplicação da BR 101 sairá até 2009, mas pela experiência de vida que a gente tem é claro que vai levar mais dez anos – e isso se houver uma gestão coerente e dinheiro à disposição.

O senhor frisou a seriedade da ministra Dilma Roussef. No governo há muita gente que conversa muito e que faz pouco?
Sim. Talvez pelas condições de centralização que existe. Há um presidente, que centraliza muito, e depois há um ministro da Fazenda e um ministro da Casa Civil. Tudo tem que passar pela mão destes dois, e eles liberam ou não. Outro dia, numa audiência com a Dilma, ela ficou perplexa com o que eu tinha falado e saiu à cata dos responsáveis. Ela disse: “Eu autorizei fazer e nada foi feito. Mas onde é que está minha autoridade aqui no Ministério?”. Então há toda essa amarração também no segundo escalão. São pessoas que têm estabilidade de emprego, são fortes, fazem o que querem. Uma outra crítica que faço ao PAC é que não chega a ser um plano, na medida em que não tem um cronograma. Em todo planejamento é preciso aparecer fonte de recursos, quando começa, quando termina, quem é o responsável... E ali, no PAC, não há estas definições.

O que se pode esperar deste segundo governo Lula?
Pela experiência que ele teve no primeiro governo, agora é sua grande oportunidade de deixar um registro forte da passagem dele pela presidência da República. Ele vai ter que se cercar de pessoas competentes, e tocar as reformas que são necessárias. Como ele não concorre em 2010, pode se aproveitar desse momento, se souber. E acredito que ele vai tomar atitudes mais forte para deixar a marca dele – especialmente na área social. Embora seja um homem de formação muito modesta, Lula é muito esperto. Ele sabe usar o povo, a massa, para apoiá-lo. É claro que ele não consegue fazer exatamente o que quer, porque está amarrado a um Congresso que é forte. O que pode mudar isso é a mobilização da sociedade. Como estão fazendo as federações de indústrias do Sul e as bancadas de parlamentares dos três Estados. Nós podemos subsidiar as autoridades com informações, com materiais. Como um estudo que estamos patrocinando sobre o tratamento fiscal e tributário dos Estados do Sul, comparativamente aos de São Paulo, Minas e Rio de Janeiro.

O estudo provará que os governos do Sul são mais vorazes?
Ou que os outros Estados são mais brandos e espertos e estão ganhando mais com isso – tendo mais arrecadação com menos imposto. Vamos entregar este estudo para os três governadores do Sul para que eles venham a trabalhar estas diferenças e talvez uniformizar o tratamento dado pelos Estados às empresas. É uma forma de enfrentar este problema que é a guerra fiscal. São Paulo, por exemplo, reduziu tanto os tributos na área de eletrônicos que nenhuma empresa de outro Estado consegue produzir e vender eletrônicos lá dentro, porque não será competitiva. Nosso recado para os governadores é: cobrem menos, a priori, que vocês arrecadarão mais. É preciso dar às empresas brasileiras a condição de ser competitivas internamente, sem essa guerra entre os Estados. Hoje, há situações em que uma empresa catarinense traz matéria-prima do Rio Grande do Sul, por exemplo, e tem de recolher ICMS antecipado, isto é, antes que a mercadoria chegue à empresa para ser processada. Isso não pode acontecer, prejudica o empresário e prejudica a sociedade. Um Estado fazendo ações contrárias ao outro? Vamos acabar com isso.

O senhor pensa em produzir em um país mais benevolente do ponto de vista fiscal – a China, por exemplo?
Não. A China é atrativa neste instante, mas já começa a ter problemas sociais e inclusive coisas que não havia por lá, como greves – e até contadores... A parte social é complicada. Daqui a pouco, o cara quer parar de trabalhar e ganhar seu quinhãozinho para morrer mais dignamente, porque lá não tem seguridade social. Em suma, o crescimento chinês não é sustentável. O grande volume de dinheiro que está lá não é deles, não é de geração própria. É dinheiro de investidores de outros países. No dia em que eles pararem de colocar dinheiro lá ou retirarem alguma coisa, a China vai ter um problema sério. Eles não têm energia, não têm infra-estrutura o suficiente. Estão fazendo auto-estradas, uma em cima da outra, mas é insuficiente ainda para muitas décadas. É um país que não me atrai. Como empresário, não me atrai ficar sugando as pessoas como escravos... Minha mentalidade é outra, nós temos que ter uma sociedade digna, justa equilibrada e isso se fará mediante a responsabilidade social de cada empresário, mediante uma distribuição justa da receita que ele aufere na sua empresa. Só assim teremos um equilíbrio. O modelo chinês não é sustentável. Ali, ao lado, a Índia segue um pensamento totalmente diferente. Eles estão avançando muito no sentido de treinar pessoas, melhorar a gestão... Estão crescendo de forma consistente.