Entrevista

por Priscila Mendes

Pegunta

Como justificar o meu afastamento na empresa? Devo comentar a morte do meu filho prematuro?

Tive um filho que nasceu prematuro e faleceu, por esse motivo estive
afastada um tempo do mercado, como devo responder quando perguntarem se tenho filhos ou porque fiquei tanto tempo sem trabalhar? E devo comentar o fato mesmo que não solicitado?

Ligia Caetano
Florianópolis/SC

Resposta

Ligia,

Tudo depende de quanto tempo você ficou afastada. Ficar um ano afastada, é perfeitamente compreensível, pois hoje a busca por um emprego realmente demanda algum tempo. Cinco anos afastada, pode ser tempo demais aos olhos do entrevistador, e aí, sem dúvida, ele deverá procurar entender se houve algum motivo especial para o afastamento.

Como você não disse exatamente quanto tempo ficou afastada, vou pensar nas duas possibilidades. Se o tempo de afastamento for entre um e dois anos, creio que não seja necessário revelar maiores detalhes. Claro que dependerá também de como você se sente para isto. A situação pela qual você passou foi muito dolorosa e creio que quanto menos precisar detalhar, melhor. Conte somente o mínimo necessário, caso sinta-se a vontade. Se não sentir-se a vontade, diga somente que não surgiram oportunidades ou que você preferiu afastar-se neste período para dedicar-se à sua família em um momento particularmente complicado. Porém é muito provável que você seja questionada à respeito, então, prepare-se antecipadamente. O selecionador não procurará maiores detalhes se perceber que é um assunto delicado para você.

Se o tempo de afastamento for maior que dois anos, é ainda mais provável que você seja questionada sobre o porquê do afastamento. Neste caso, você pode dizer que passou por uma situação de doença na família e que foi muito doloroso, mas prefere não entrar em detalhes. Ou ainda, dizer em poucas palavras o que aconteceu, como você explicou para nós em seu e-mail. Se perguntarem se você tem filhos, basta dizer que não. Extender-se neste assunto não fará diferença para o entrevistador; só a fará sofrer mais.

Um abraço!

Priscila Mendes
Consultora