por Izabel Failde
O que fazer para superar a timidez na dinâmica de grupo?
Recentemente fiz uma dinâmica de grupo e não passei. Sou muita tímida para falar em publico. É para trabalhar em hospital, sou técnica em enfermagem. Eles abordaram perguntas do tipo: O que você faria se o seu chefe imediato fosse viciado em drogas? E mais perguntas sobre situações que tínhamos que falar para todos a nossa opinião. Cada um tinha um envelope com uma pergunta e quem quisesse podia se manifestar. Qual é o seu conselho para mim?
Estou esperando abrir mais vagas e tentarei de novo. Muito obrigada!
Alexsandra Quadrado
Campinas/SP
Olá Alexsandra
Sua atividade profissional é lidar diretamente com o ser humano, certamente em situações de extrema sensibilidade, angústia, até raiva e ódio. Quem gosta de ficar doente? Quem pode ‘falar bem’ de nossas instituições de saúde? A forma como o paciente se sente é transmitida diretamente a quem o atende nos hospitais, clínicas, consultórios, ou seja, recepcionistas, atendentes, médicos, enfermeiras. Opa! É você!
Por isso, Alexsandra, digo – com a certeza de quem já prestou serviços nessa área – que as empresas de saúde buscam profissionais com muita paciência, tolerância, resiliência, associadas a elevado poder de comunicação, carisma, segurança, iniciativa, discernimento, neutralidade e equilíbrio emocional. Para citar algumas competências.
Mais do que orientá-la sobre o que você deve fazer no próximo processo seletivo quero levar sua dúvida para o auto-conhecimento:
Suas respostas lhe dirão o que está “ok” e “não ok” com suas competências pessoais e técnicas. É isso o que você demonstra em seleção. Faça nova análise do processo seletivo que você citou em sua dúvida e perceberá o que a empresa quis saber a seu respeito e o que você transmitiu.
Essa análise só você é capaz de fazer com a veracidade necessária. Mesmo sendo um processo muitas vezes doloroso, a reflexão e a tomada de consciência são fatores essenciais para que você consiga seu lugar ao sol e seja feliz na carreira que escolheu, certamente, com muito amor.
Abraços pra você e paz profunda!
Dra. Izabel Failde