Por que perdemos o emprego?
por Lilian Cristina de Almeida*
Durante os últimos 5 anos em que venho atuando na área de Psicologia Organizacional, observei mudanças cada vez maiores no mercado de trabalho - são as exigências cobradas em currículos -, como maior nível de escolaridade, cursos de aperfeiçoamento, domínio de línguas estrangeiras e experiência profissional.
Curiosamente, o que os profissionais mais ouvem no momento do desligamento da empresa é algo como: - "Sr. Fulano, a empresa está passando por uma reestruturação, sendo assim, estamos fazendo um corte de pessoal. Gostamos muito do seu trabalho, e se possível faremos novo contato com o senhor".
Para toda reestruturação que as empresas realizem, existem critérios para demitir funcionários. E, por mais que as exigências curriculares tenham crescido em direção aos conhecimentos teóricos, o que realmente faz a diferença na hora de demitir são as características pessoais e habilidades que o funcionário deixou de apresentar.
São problemas como inflexibilidade, dificuldade de trabalho em grupo, comodismo e falta de comprometimento. Quando um candidato é escolhido pela empresa, existe uma grande expectativa com relação ao seu comportamento, voltada para as atitudes que terá no trabalho. Isso porque o conhecimento teórico pode ser adquirido sempre, inclusive por meio do investimento da própria organização, porém as características pessoais são o fator que torna as pessoas diferentes, e mais ou menos adaptáveis à cultura organizacional.
Diante disso, é preciso pensar em algumas orientações capazes de nos auxiliar no desenvolvimento pessoal. Veja:
É importante que estejamos constantemente nos avaliando com relação a esses itens, para saber se respondemos as expectativas da empresa ou se há necessidade de mudar ou melhorar.
Talvez você pense que apesar do seu esforço, a reflexão e a tentativa de mudança não serão úteis, porque seu chefe não abre espaço para a criação de algo novo, ou porque não há motivação e reconhecimento profissional que o faça se empenhar nessa tarefa. Lembre-se: cada um é responsável pelo seu próprio sucesso ou fracasso. A reflexão e ao auto-conhecimento são hábitos saudáveis que nos levam a tomar decisões de maneira mais confiante, independente do perfil da empresa em que estamos ou pretendemos estar. Além de buscar alternativas que se tornem um diferencial para manter ou conquistar seu emprego, você estará cuidando de si mesmo.
* Lilian Cristina de Almeida é psicóloga especializada em Qualidade de Vida na Empresa pela Unicamp.
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