Talento para ser feliz
Paulo César de Almeida Pereira foi o vencedor da promoção “Workshop Talento Para Ser Feliz”, com nossa colunista Leila Navarro, e ganhou uma cortesia para participar do evento, além da publicação de seu artigo
Por Paulo César de Almeida Pereira
Acredito fielmente que todos nós nascemos com certa pitada de talento para sermos felizes.
O que acontece é que durante nossa jornada temos perdas, decepções, frustrações e uma série de acontecimentos que nos enfraquecem e, muitas vezes, nos levam até à depressão.
Na verdade, o que fará toda a diferença será a maneira que iremos lidar com esses imprevistos que a vida insiste em colocar em nossos caminhos, ou seja, a nossa atitude mental. É ela que mostrará se iremos padecer ou arregaçar as mangas e continuar a caminhada. É ela que nos fará seguir em frente em busca de nossos objetivos e sonhos ou simplesmente pegar o caminho mais curto e desistir diante da primeira dificuldade.
Nós não precisamos ser iguais a nós mesmos a vida inteira. Temos uma ferramenta poderosíssima em nossas mãos chamada livre arbítrio. Podemos mudar o rumo de nossas vidas a qualquer momento e transformá-la exatamente em tudo aquilo com que sempre sonhamos e que desejamos. Temos que ter um propósito aqui na terra. Não podemos ser apenas um corpo ocupando espaço. Temos que buscar sempre a evolução e, claro, tomarmos muito cuidado para não desperdiçarmos nossas energias em prol de uma felicidade ilusória, como aconteceu com Roberto, um sujeito que acreditava que quando terminasse a faculdade e tivesse em mãos o diploma de curso superior seria mais feliz. Percebeu então que só o diploma não era suficiente e passou a pensar que quando estivesse exercendo sua função, para qual estudou e se graduou, seria mais respeitado e, consequentemente, mais feliz. Deu-se conta também que ao invés da felicidade vieram preocupações, estresse e uma série de sintomas bem diferentes do que ele imaginava para ser feliz. Depois de anos exercendo uma função que nunca lhe dera prazer e ter contraído uma tremenda gastrite por todo nervosismo que acumulou durante sua “bela” carreira profissional, apesar do dinheiro que conseguiu juntar, decidiu e acreditou de uma vez por todas que a felicidade viria quando ele se aposentasse. Numa agradável tarde de verão, estava ele às margens de um belo riacho, pescando, quando avistou um pescador deitado em uma rede, com o chapéu de palha cobrindo sua face, se aproximou e teve início o seguinte diálogo:
- Tarde?
- Tarde!
- O senhor pesca sempre aqui?
- Todos os dias!
- O senhor pesca como fonte de renda ou está só descansando?
- Não, estou trabalhando. É assim que ganho o meu pão de cada dia!
- Esse barquinho é do senhor?
- É sim.
- O senhor não tem ambição de comprar um barco maior?
- E para quê?
- Para o senhor poder pegar mais peixes!
- E para quê?
- Puxa, pegando mais peixes o senhor ganharia mais dinheiro e poderia comprar um barco maior ainda e prosperar no negócio.
- E para quê?
- Obviamente pra ter uma vida melhor e poder estar aqui, feliz, descansando, despreocupadamente, como eu estou!
- E o que o senhor acha que estou fazendo agora?
Muitas vezes a felicidade está em nosso quintal e giramos o mundo na tentativa de encontrá-la.Temos que entender que a felicidade está, sem camuflagem nenhuma, nas coisas mais simples da vida. Não podemos desperdiçar essa dádiva que se chama Vida com preocupações desnecessárias ou com metas e sonhos que não nos levarão a lugar algum. A felicidade existe e está ao alcance de qualquer um. Temos que aprender a perceber e a sentir felicidade em cada detalhe e em cada segundo de vida, enquanto tivermos o privilégio de estar aqui.
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