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Gilberto Dimenstein
Um dos jornalistas brasileiros de maior renome internacional. Formado na Fundação Cásper Líbero, atua como colunista da Folha de S.Paulo e é integrante do Conselho Editorial do jornal. Foi diretor da sucursal de Brasília, chefe da Agência de Notícias e tem passagens pelo Jornal do Brasil, Correio Brasiliense, pela Revista Visão e pelo jornal Última Hora. Hoje atua também como comentarista da rádio CBN. Viveu em New York, onde foi um aluno visitante do Centro de Direitos Humanos da Universidade de Columbia. É integrante da Comissão Executiva do Pacto da Criança, coordenado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância. Uma bolsa de estudos oferecida pela McArthur Foundation para investigar a violência e prostituição da criança na Amazônia, entre 1991 e 1992, resultou no livro Meninas da Noite. Também é autor das obras A Guerra dos Meninos, O Cidadão de Papel, A Democracia em Pedaços e o recente O Aprendiz do Futuro.

Lili: Qual foi a reportagem mais difícil para você?
Lili, foi aquela em que tive de viajar pelo Norte e Nordeste, investigando a escravidão de meninas.

Lívia: Gostaria de saber como foi sua temporada em Columbia e como fez para ser admitido lá.
Livia, fui para Columbia em meu ano sabático e desenvolvi pesquisa em novas tecnologias e educação para cidadania. Mais importante, porém, foi ter, depois de 14 anos sem férias, desfrutado o tempo livre, andando pelas ruas, sem compromissos.

Mendonça: Gilberto, as publicações especializadas (Exame, Você S.A. etc...) desenham hoje um perfil profissional que, se for levado a risca, chega-se a conclusão que ele não existe no mundo ou não é humano. Quais são os atributos que você entende como fundamentais para um profissional de sucesso hoje?
Mendonça, duas coisas básicas: humildade e curiosidade. Humildade para saber que sempre alguém sabe e você pode aprender em qualquer lugar. Curiosidade para sempre ter vontade de aprender. E saber que nada, nada é fácil, tudo exige transpiração.

Mendonça: Gilberto, gostaria de saber sua opinião sobre as comissões de direitos humanos, que adoram beneficiar os presos e, muitas vezes, não levam em conta o mal criado à sociedade.
Mendonça, tem de levar em conta o preso e a vítima. Em uma sociedade democrática, todos, gostemos ou não, têm direitos. Quem desrespeita o direito do preso, acaba desrespeitando o nosso direito.

Flávio: Depois do governo ter aumentado o preço da gasolina, o que você acha agora do governo pôr a culpa nas distribuidoras e nos donos de postos? Isto não é demagogia?
Flávio, governos têm mesmo a tendência de terceirizar as responsabilidades. Aliás, não só governos. Nós também temos esse hábito.

Mendonça: Os avanços na área social, mesmo que a passos lentos, são decorrentes da política de governo de FHC ou da iniciativa de ONGs e empresas?
Mendonça, é um conjunto de esforços que envolve, além das empresas, os vários níveis de governo: federal, estadual e municipais. As ONGs têm cumprido um magnífico papel.

Paulo: Como você analisa o perfil do atual vestibulando e a preparação recebida para o vestibular?
Paulo, o vestibular é uma fábrica de fazer obsoletos. Quem leva o vestibular a sério, achando que é caminho para algo além da faculdade, está enganado. E perdido. Vestibular, para mim, é uma cretinice, que ajuda a piorar a educação brasileira. A educação é para formar para vida, inclusive para o trabalho. O mercado atual exige pessoas flexíveis e não gente adestrada em testes e decoreba.

Valter: Gostaria de saber sua opinião sobre o uso de informações não confirmadas (indícios, declarações não checadas...) por jornalistas que possuem acesso aos procuradores de Justiça, por exemplo, fontes relativas a processos em curso contra políticos e autoridades.
Valter, é uma leviandade. É uma histeria pelo furo. A imprensa acaba se desmoralizado.

Tatiane diz: Boa tarde! Neste ano, ocorrem as eleições. Você acredita que a população vai escolher melhor os representantes?
Tatiane, tenho dúvidas, pois há muita desinformação, muita demagogia. Mas sou otimista: o brasileiro está cada vez mais informado. Veja esse caso do Maluf prometer que vai fazer de São Paulo uma Nova York. Só um idiota acreditaria. E muita gente acredita. O correto é analisar as propostas, comparar e ver, sobretudo, de onde o candidato vai tirar o dinheiro. E se tem dinheiro. Falar é fácil - executar é o problema.

Lívia diz: Qual é a sua opinião sobre o Provão?
Livia, o Provão é incompleto, mas melhor que nada. Vi muita gente preocupada em melhorar a faculdade. É bom.

Ferraro: Diante do atual quadro da cidade de São Paulo, quais são as perspectivas de emprego para dois grupos específicos: os jovens e os trabalhadores sem qualificação profissional?
Ferraro, não há, a rigor, perspectiva, a não ser o desemprego, o sub-emprego ou a péssima remuneração.

Mendonça: Hoje pela manhã, você falou (no programa CBN São Paulo) no fechamento de três universidades de Medicina. Você acha que é sério ou apenas mais um projeto que acabará em pizza, por força de lobby exercido pelos donos de universidades?
Mendonça, acho que o governo quer mesmo fechar. Até para não se desmoralizar. Soube hoje, pelo próprio ministro, que no dia 18 (de agosto) ele vai anunciar o fechamento de mais faculdades. Amanhã (8 de agosto) são as de Medicina.

Moderador 16:30:18
Flávio diz: O que você acha do governo FHC? Você não acha que um presidente da República tem de ter um maior diálogo com a sociedade?

Flavio, se tivesse de dar uma nota a FHC, até aqui, seria algo próximo do seis. Acho mais do que regular, apesar de todos os problema. A estabilização financeira ajudou a distribuir renda e gosto da política educacional. Desgosto da falta de empenho na ação social.

Mendonça: Você não acha que deveria existir, ao invés do vestibular, uma entidade para aprovar o profissional de Comunicação após sua graduação, assim como a OAB?
Mendonça, acho que, no jornalismo, quem deve fazer esse exame é a própria redação.

Rosita: Oi, Gilberto. Ainda sobre a imprensa, você acredita no mito da imparcialidade? A manipulação não ficaria menos viável se os órgãos assumissem suas posturas, deixando claro a serviço do que e de quem estão?
Rosita, imparcialidade total é impossível, mas tentar é possível.

Tatiane: Há um candidato a prefeitura de São Paulo que diz em um "outdoor" que "quem é a favor da pena de morte, vota nele". Esse tipo de lei não é federal? Ele pode usar isso como propaganda política?
Tatiane, esse é o caso de propaganda enganosa, promete algo que não pode e nem nunca poderá entregar.

Lívia: Você acha que os estudantes de jornalismo de agora são mais empenhados ou apenas buscam sucesso na televisão?
Livia, acho que vivemos uma época de busca de sucesso fácil no jornalismo. Não existe, é uma transpiração constante nossa profissão.

Sarteschi: Oi, Gilberto. Falando sobre o governo FHC, quais foram as melhorias que você sentiu na área da educação?
Sarteschi, por exemplo, o Provão, o Fundef, que distribui mais verbas para professores do Nordeste, os novos parâmetros curriculares, o lançamento de uma avaliação estatística que não tínhamos, a regularização do livro didático e o estímulo a parceria com a sociedade civil.. Está longe do ótimo, mas também do péssimo.

Hypercult: Admiro muito seu trabalho e acompanho o senhor pelo jornal Folha de S. Paulo todos os dias. Li seus livros e gostaria de parabenizá-lo, deixando aqui meus protestos de estima e admiração.
Hypercult, obrigado.

Cemp diz: Qual é a melhor reportagem que você fez?
Cemp, foi sobre a escravidão de meninas e, antes, sobre o assassinato de crianças.

Hypercult diz: Qual é sua opinião sobre a indiferença do povo brasileiro em relação a formas e regimes de governo? Seria pelo fato de o brasileiro estar anestesiado, acostumado a sofrer?
Hypercult, por isso acho que educação para a cidadania é vital.

Paulo: Gilberto, quais são os mecanismos que poderiam mudar a política do país em relação à corrupção? A Lei de Responsabilidade Fiscal é viável?
Paulo, não acho que, em essência, é um problema legal, mas de fiscalização da sociedade. E mudança de uma mentalidade cronicamente corrupta em nosso país.

Flávio: Você acredita que uma nova perspectiva social e econômica possa mudar a nossa dependência em relação ao FMI?
Flávio, mais importante que o FMI é sabermos aplicar bem nossos recursos, em especial os sociais, que são mal geridos, beneficiando mais os ricos que os pobres.

Julio: Por que os jornalistas quase sempre acham que estão acima do bem e do mal? Criticar é fácil, como você mesmo falou agora há pouco...
Julio, somos mesmos arrogantes. Vocês deveriam cobrar a imprensa como cobram os governantes, afinal nossa tarefa é pública.

Lívia: Qual é a sua opinião sobre a retirada do site do Observatório da Imprensa do UOL, propriedade do grupo Abril, o mesmo grupo da Folha?
Livia, sinceramente não sei o que aconteceu. Não sei sequer se houve um problema, ou se eles receberam melhor proposta do concorrente.

Sarteschi: Gilberto, aqui no estado de São Paulo existe a não reprovação dos alunos em escolas estaduais e conseqüentemente em escolas particulares, como a que eu ensino. Você não acha essa idéia muito estranha?
Sarteschi, não acho estranha, não devemos repetir os alunos. Só em último caso, pois o peso é muito grande para o repetente, danifica sua vida. O importante é sempre dar cursos de apoio para quem estiver mais fraco.

RogérioSP: Como vai, Gilberto? Sou um grande admirador de seu trabalho e gostaria de saber de você como consegue tantas informações e como diferenciá-las em diferentes estruturas de noticias?
RogérioSP, não há mistério: trabalho e idade. Já estou no campo há quase 25 anos e tenho 44.

João diz: Como acreditar em um país que juiz rouba e foge?
João, corrupção há em todos os países. Inclusive nos mais ricos.

Juliana diz: Você já fez matérias sobre bons eleitores?
Juliana, não. Boa idéia. Fiz um livro chamado "Como não ser enganado nas eleições".

RogérioSP: Você sempre se dedicou ao jornalismo?
RogérioSP, divido minha vida entre jornalismo e educação.

Tatiane: Eu acredito que uma das principais maneiras de diminuir a criminalidade no país é melhorando a educação. Você acredita que o sistema atual de ensino é o melhor?
Tatiane, é, no geral, ruim e, pior, ajuda a marginalizar.

Sonia: Você fala muito de educação para a cidadania. Gostaria de saber sua opinião sobre o Ensino à Distância, particularmente o ensino pela Internet.
Sonia, é um ótimo complemento para a educação presencial.

João: A impunidade no Brasil não é maior que em outros países?
João. Há países mais rigorosos. Mais atentos e mais rápidos na punição.

Marcos: Gilberto, o que você acha de uma possível privatização das universidades públicas no Brasil? Os que defendem esta privatização utilizam-se do exemplo dos EUA, mas nossa realidade é diferente da americana, não é?
Marcos, defendo a idéia de que as universidades públicas devem cobrar de quem pode pagar, já que não há recurso público para investir em ensino superior. Não resolve, mas ajuda.

José diz: As faculdades de jornalismo formam bons profissionais? É uma profissão na qual a faculdade é realmente necessária?
José, o jornalismo é prática. Mas acho que a faculdade pode preparar um bom profissional no futuro, por meio de redações no laboratório.

Lívia: Você acredita que os jornais on-line tomarão o lugar dos jornais impressos ou são somente mais uma forma de se obter informação?
Livia, vai haver uma convivência dos meios. Internet vai ser para notícias rápidas, tempo real, jornal para reflexão, análise, investigação.

Machado: Quais são as reflexões que hoje você faria a seus filhos para fazerem de uma melhor e mais adequada escolha profissional?
Machado, que sigam seu coração e façam aquilo que gostem. Ninguém progride se não gostar do que faz.

Valter: Por que, na sua opinião, ACM tem tanto espaço na mídia? Não me diga que é porque ele é mesmo competente para criar factóides... Seria muito simples...
Valter, o ACM é bom de marketing e o jornalismo adora brigas para encher manchete

Tatiane: Se você pudesse hoje fazer uma reforma no sistema de ensino público, o que mudaria?
Tatiane, se eu pudesse responder eu duas linhas, ganharia um prêmio Nobel. Como não sou candidato a nada, teremos de ter outra chance para esse resposta. Tenho um site (www.dimenstein.com.br) que trata de educação. Também estou no Aprendiz (www.aprendiz.org.br) que trata de educação e trabalho.

Chris: O que uma carta para conquistar uma bolsa no exterior deve conter? Qual seria o modelo ideal de carta?
Chris, não sei.

Flávio: Gilberto, você não acha que o profissional liberal de hoje está sendo sacrificado, pois a cada dia formam-se milhares de pessoas e abrem cada vez mais faculdades, além da grande parcela da população não ter acesso a esses profissionais?
Flávio, sempre vai haver espaço para gente talentosa e esforçada.

Lívia: Você é favor da separação da habilitação do Jornalismo do curso de Comunicação Social, como algumas pessoas já sugeriram?
Lívia, para mim, não faz diferença.

Sarteschi: Gilberto, qual é sua opinião em relação à impunidade no caso Celso Pitta? Será que a população de São Paulo não está perdendo o direito de exigir justiça?
Sarteschi, o problema é que o paulistano virou as costas para a cidade, sequer sabe em que votou para vereador. Nem muito acompanha.

Letícia: Gilberto, li o seu livro "O Cidadão de Papel" e gostei muito. A respeito da infância e da adolescência, eu gostaria de saber qual é a sua opinião sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Letícia, essa é a lei Áurea da criança brasileira.

José: Qualidade de ensino significa qualidade de educadores. Você acha que o nível dos nossos educadores, em geral, está melhorando?
José, pouco, muito pouco, mas está.

Bianca: O que você acha da psicopedagogia?
Bianca, é um instrumento valioso para ajudar crianças com dificuldade de aprendizado.

Paulo: O programa "Amigo da Escola" pode mudar a precariedade da escola estadual?
Paulo, é uma boa iniciativa, mostra que a comunidade pode e deve fazer a diferença na escola pública.

RogérioSP: Gilberto, você acha que a fama do Brasil no exterior, em relação a punição, tem sido visto com bons olhos?
RogérioSP, acham que, aqui, é o país da impunidade.

Sarteschi: Gilberto, obrigado pelas respostas e espero que tenhamos outras oportunidades de teclar com você!
Sarteschi, obrigado.

Valter: Alguns setores das Forças Armadas, alguns políticos (Jarbas Passarinho, Gilberto Mestrinho, Marcio Bittar...), alguns cientistas (Batista Vidal...), uma minoria, têm procurado de modo coerente e não-alarmista se opor à internacionalização da Amazônia já em fase operacional, mediada por ONGs e políticos. O que você diria sobre o tema?
Valter, suspeito que essa conversa de internacionalização da Amazônia tem uma dose de histeria oficial e militar.

Valter: Histeria? Você acha que o engessamento de 70% da região em reservas indígenas, reservas extrativistas, parques nacionais, florestas nacionais, corredores ecológicos, reserva legal é histeria? Você já viu o mapa das áreas "reservadas"?
Valter, não é bom esse tipo de preservação?

Bianca: Quando entrei na faculdade, a primeira resenha que fiz foi sobre seu livro "Cidadão de Papel". Gostaria de parabenizá-lo, pois que gostei muito dele.
Bianca, ótimo saber que o livro ajudou você.

Pecunha: Gilberto, em primeiro lugar, parabéns pela consistência, até hoje. A involução do nível dos novos profissionais saídos das universidades é real ?
Pecunha, acho que não. O jornalista que sai da faculdade é melhor preparado.

Lisa: Quais são as dificuldades de trabalhar pela cidadania? É muito difícil conseguir espaço para fazer um jornalismo mais humano, como você fez na reportagem das meninas na Amazônia?
Lisa, sinceramente acho o maior barato, um prazer, poder ajudar os outros.

Lívia: O que você considera fundamental na leitura dos estudantes de Jornalismo?
Lívia, a lista é grande. Mas alguns autores ajudam a gente escrever com beleza e precisão, como Graciliano Ramos e Machado de Assis.

Pecunha: Mas, Gilberto, o jornalista que sai da faculdade de Jornalismo sabe escrever ? Ele lê como os mais antigos?
Pecunha, antigamente, não raro havia jornalista semianalfabeto, embora houvesse ilhas como Otto Lara ou Graciliano. Ou mesmo Machado.

Renata: Um curso superior a mais não auxilia na formação de um jornalista? Às vezes, somos considerados enciclopédias por conhecermos superficialmente vários assuntos?
Renata, acho que curso superior auxilia, e muito, na formação do jornalista. Sugiro que se faça duas faculdades.

Mila: Gilberto, você acha que nesta nova era digital o emprego está muito comprometido?
Mila, criam-se novas profissão e outras são destruídas.

José: O jornalista deve manter sempre suas emoções separadas de suas reportagens?
José, pode tentar, mas é muito difícil.

Flávio: Gilberto, você não acha que a sociedade é muito comodista? O governo faz o que quer e não cobramos nossos direitos como cidadãos.
Flávio, acho que existe mesmo uma acomodação, falta que cobremos mais. E que façamos também a nossa parte. O que não fazemos.

Pecunha: Como é voltar a viver no Brasil, depois da temporada no exterior? Tom Jobim tinha mesmo razão?
Pecunha, é ótimo ter uma experiência de Primeiro Mundo. Para sabermos até onde uma nação consegue chegar. Nova York é o lugar mais interessante do planeta, mas amo muito mais São Paulo.

Bianca: Participei do congresso de educação no Colégio Coração de Jesus no qual você esteve presente. Gostaria de saber quando é a sua próxima vinda a Florianópolis.
Bianca, ainda não sei. Estamos marcando.

Ivan diz: Gilberto, qual reportagem sua você considera a melhor? Houve influência ou se espelhou em alguém na carreira?
Ivan, quando menino, queria ser médico. Acho que vejo no jornalismo uma forma de ser médico sem bisturi, mas com teclado.

Pessoal, gostei muito do encontro. Aproveito para fazer uma propaganda que, talvez, ajude vocês. Desenvolvemos no Aprendiz um guia de empregos especialmente para jovens, com vagas e informações. O endereço é www.aprendiz.org.br. Abraços, foi um prazer.

 

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