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Universidade
Solidária une prática da profissão
com ajuda às comunidades pobres
por
Edmundo Rodrigues
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Que
tal mesclar a prática das atividades aprendidas na faculdade
com a ajuda a populações menos favorecidas de todo
o País ? estudantes de 160 universidades públicas
e particulares de todo o país vêm enfrentando há
cinco anos este desafio. Longe das salas de aula, professores
e alunos mobilizam-se em favor de comunidades pobres do Brasil,
visando superar as dificuldades de informação, articulação
e organização enfrentadas por elas.
A iniciativa é do Programa Universidade Solidária
(UniSol), que congrega universidades, municípios, empresas
privadas e públicas. Tudo é feito de modo simples,
mas criativo. Estudantes e professores deixam suas cidades por
um mês para transmitir informações e noções
básicas de saúde, educação, organização
comunitária e cidadania a população carente.
"Os
universitários viajam para melhorar a vida de comunidades
pobres do interior do Brasil, mas quando voltam, trazem na mala
lições que mudam suas próprias vidas",
garante Elisabeth Vargas, coordenadora do programa. "A Universidade
Solidária investe na formação de futuros
profissionais, através da responsabilidade social, criatividade
e liderança".
Para
participar, os estudantes devem procurar as pró-reitorias
de extensão (ou diretoria encarregada) nas universidades,
que são responsáveis pela seleção
dos estudantes e professores. Neste ano, 83 equipes universitárias
de 21 estados diferentes iniciaram, em janeiro, o Módulo
Nacional do Programa Universidade Solidária, utilizando
conhecimentos acadêmicos no dia-a-dia de localidades pobres
de 83 municípios de nove estados do nordeste. Ao todo serão
cerca de 1 mil estudantes e 100 professores envolvidos nas atividades.
Até
hoje, mais de 6 mil estudantes e 500 professores já participaram
do programa, espalhados pelos mais distantes municípios
brasileiros. Em Araci, na Bahia, por exemplo, universitários
da Universidade Luterana do Brasil conseguiram reduzir a taxa
de mortalidade infantil ao constatar que as parteiras da região
utilizavam estrume de galinha e de cabra para cicatrizar o umbigo
dos recém-nascidos.
Em
Santa Maria do Cambucá (PE), estudantes auxiliaram na criação
de uma usina de reciclagem de lixo, gerando empregos e deixando
a cidade mais limpa e saudável. Em Carnaubais (RN), os
alunos deram curso de artesanato para jovens, gerando uma nova
fonte de renda para a comunidade. Em Veredas (BA), os universitários
conseguiram vacinar 100% das crianças cujas famílias
não tinham informações sobre as vacinas disponíveis
no posto de saúde local. Tarefas que além de ajudarem
populações carentes, ainda desenvolvem nos participantes
um espírito de responsabilidade social que renderá
benefícios ao longo de suas carreiras.
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