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Sua empresa faz algo pelo social?

A empresa que você trabalha desenvolve algum tipo de projeto social? Ainda não? Então saiba que ela pode estar perdendo espaço - e clientes - para os concorrentes. A cada dia, cresce o número de corporações brasileiras que começam a aliar a gestão empresarial com responsabilidade social. Mas será que é correto cobrar uma atitude socialmente responsável da companhia?

Com certeza. Principalmente porque esta posição tem tornado-se financeiramente rentável no mercado, além de ser uma importante posição estratégica. "Responsabilidade social está se traduzindo cada vez mais em lucro e ampliação da participação no mercado", esclarece Oded Grajew, diretor-presidente do Instituto Ethos de Responsabilidade Social.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ethos e o jornal Valor Econômico, 56% dos consumidores brasileiros acham que uma empresa é boa se tem responsabilidade social, e 24% dos entrevistados prestigiaram o produto da empresa por sua posição ética. Nos Estados Unidos, este número é de 46%.

Isso acontece porque responsabilidade social não é apenas fazer uma contribuição anual à creche local. É muito mais que filantropia. Consiste em apresentar uma atitude ética em relação aos funcionários, à comunidade local e mundial e à natureza. É montar uma carta de missões e deveres tendo em vista o bem-estar e o desenvolvimento da sociedade, sem que uma parte leve vantagem sobre a outra.

Segundo Ciro Torres, pesquisador do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), foi no começo da década de 70, na Europa e nos Estados Unidos, que a sociedade iniciou uma cobrança das companhias por maior responsabilidade social. "No Brasil, só no início dos anos 90 é que algumas empresas passaram a levar a sério a questão social divulgando suas ações em relação à comunidade, ao meio ambiente e ao quadro de funcionários", lembra Torres.

Hoje em dia, quem não entrar na dança vai sair perdendo, porque os clientes desejam mais que uma embalagem bonita. Querem que a embalagem seja
feita de material reciclável, e que os funcionários que a produziram tenham
seus direitos respeitados. Querem que o conteúdo lhes façam bem, e que o trabalho infantil não exista em ponto algum da produção. Querem saber se uma parcela do lucro obtido pela venda vai ser destinada a um projeto social. E, principalmente, querem confiar na empresa que o produz.

Links importantes sobre o assunto:

Academia de Desenvolvimento Social
Fiesp/Ciesp
Instituto Ethos

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