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(23.11.09)

Vestimenta deve ser adequada ao ambiente de trabalho

Por Marcos Morita*

O recente escândalo envolvendo a estudante de turismo Geisy, levanta uma importante questão, discutida no cafezinho, no refeitório e em reuniões informais de trabalho. Quantas vezes você já não se deparou com aquela colega que adora decotes insinuantes, o jovem estagiário com calças de cintura baixa ou o perfume que insiste em invadir sua privacidade logo pela manhã? 

São elementos presentes no dia-a-dia das empresas, as quais atarefadas com a concorrência, cumprimento de metas, clientes inadimplentes, lançamento de novos produtos, ainda precisam preocupar-se com o tamanho do decote ou o comprimento do vestido de suas colaboradoras. 

Apesar de não ter o poder de levar uma companhia à falência, uma saia curta pode alterar o humor e a produtividade, positiva ou negativamente, do ambiente de trabalho. Distrações, aglomeração de funcionários, ciúmes e assédio são conseqüências prováveis.

Este assunto faz parte da etiqueta empresarial, conjunto de boas práticas que evitam que o profissional cometa gafes, sejam elas relacionadas à maneira de se vestir, ao comportamento à mesa, a pontualidade, postura, educação e cordialidade.

A avaliação de um bom profissional vai além de sua formação e competências técnicas. Numa escolha entre dois profissionais igualmente competentes, vencerá aquele que melhor vender sua imagem. O famoso e tão popular marketing pessoal.

Há variações dentro dos códigos de vestimenta, dependendo da área de atuação em que o profissional esteja inserido. O matiz de cores varia entre as tribos. Da sóbria à descontraída e despojada. Executivos da área financeira e principalmente advogados compõem o lado formal e sisudo. É praticamente impossível não reconhecê-los dentro de um elevador. Podem ser vistos no centro da cidade, cercanias da Avenida Paulista e próximo aos fóruns.

Engenheiros e profissionais autônomos costumam se posicionar no meio termo. Calças de sarja, jeans e camisa são o padrão vigente. Não há local certo para esta tribo, uma vez que estão em constante movimento. Publicitários são o outro extremo. Descontração, despojamento e cores fortes são sua marca registrada. Podem ser vistos na nova região da Vila Olímpia ou nos finais de tarde na Vila Madalena, em descontraídas conversas.

Apesar dos diferentes estilos, as tribos e seus profissionais têm sua própria etiqueta na hora de se vestir. Utilizam-na para se diferenciar e reconhecerem-se entre si. As empresas brasileiras, seguindo uma tendência que começou nos Estados Unidos e Canadá, instituíram a sexta-feira casual. Tailleurs, sapatos de salto, ternos e gravatas são substituídos por um visual menos pesado. Deslizes aconteceram, corrigidos através de circulares ou conversas ao pé do ouvido.

Vale salientar que dificilmente um profissional conseguirá separar sua vida pessoal e profissional, transportando seus hábitos e costumes para dentro das corporações, residindo aí o perigo das gafes. O ocorrido com a estudante da universidade demonstra a falta de etiqueta em que vive a sociedade. Exacerbada de forma negativa quando não há regras ou incentivos para o bom comportamento. Deixou-me perplexo a reação desproporcional dos universitários. Quem sabe códigos de etiqueta não pudessem ser parte dos currículos, preparando-os para a vida empresarial. Aplicar-se-ia aos vândalos e a Geisy. Afinal de contas, educação, cordialidade e bom-senso na hora de se vestir nunca saem de moda.

*Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais. Contato: professor@marcosmorita.com.br / www.marcosmorita.com.br