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Pesquisas mostram cenário positivo para geração de empregos em 2005
por Clarissa Janini

Três diferentes pesquisas apontam otimismo para o mercado de trabalho em 2005. O aquecimento da economia é uma das principais causas do inesperado aumento de postos de trabalho no começo do ano. A tendência de queda no desemprego não se restringe apenas ao estado de São Paulo (um dos maiores beneficiados), mas abrange todo o Brasil e outros diversos países do mundo. Saiba quais são os setores que mais oferecem vagas e qual o perfil dos profissionais procurados pelas empresas.

A “Pesquisa de Emprego e Desemprego”, realizada pelo Seade/Dieese (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) em dezembro e janeiro mostra que houve queda no desemprego na região metropolitana de São Paulo. O índice passou de 17,1% da população economicamente ativa em dezembro de 2004 para 16,7% em janeiro deste ano. Os setores que mais oferecem postos de trabalho no momento são a Indústria, que criou 31 mil novas ocupações (crescimento de 2 % em relação a janeiro do ano passado) e o Comércio, com ampliação de cerca de 24 mil novas vagas (aproximadamente 1,8 % a mais em relação ao mesmo período). Em contrapartida, os setores que mais reduziram postos de trabalho foram os de serviços e construção civil.

Em relação à escolaridade dos beneficiados, a pesquisa mostra que o desemprego diminuiu, em relação a dezembro de 2004, para pessoas analfabetas ou com ensino fundamental incompleto (12,1%) e para aqueles que possuem o ensino fundamental completo (2,2%). A boa notícia apenas não vale para quem tem ensino superior completo, já que o nível de desemprego para o setor aumentou em 3%.

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A revista Você S/A também realizou, em dezembro e janeiro passados, uma pesquisa com as 170 maiores empresas do Brasil e apurou que a melhora na economia brasileira impulsionou a criação de vagas. “Há alguns anos o cenário não era dos melhores, mas agora o mercado está mais aquecido e existe a possibilidade de maior movimentação na carreira do profissional”, diz Maria Teresa Gomes, diretora de redação da revista. De acordo com a pesquisa, dentre as empresas apuradas 48 irão gerar, em média, 817 novos postos de trabalho, em diversas áreas.Os setores mais beneficiados pelo crescimento econômico e que, conseqüentemente, criaram o maior número de vagas foram Comércio, Logística e Informática. Este último recebe destaque de Maria Teresa, já que, “depois do boom da internet, no final dos anos 90, o mercado começou a se estreitar, mas, agora, o setor voltou a crescer”.

A análise feita pela Você S/A revelou as intenções de contratação das maiores corporações do Brasil, mas Maria Teresa acredita que as pequenas e médias também são ótimas opções de carreira. “Às vezes as pequenas empresas têm melhores condições de trabalho que as grandes. Além disso, a chance de crescimento profissional é maior, pois na pequena empresa os níveis hierárquicos costumam ter menos distanciamento do que nas grandes”. Ela também afirma que as empresas pesquisadas costumam realizar recrutamento interno, e que “o melhor caminho para a contratação ainda é o network. Entre 70% e 75% das vagas hoje são preenchidas dessa maneira”.

Outra pesquisa, desta vez mundial, também aponta cenário favorável para a geração de empregos. A Manpower, empresa internacional de serviços para recursos humanos, realiza trimestralmente a “Manpower Employment Outlook Survey” (pesquisa mundial sobre perspectivas de mercado de emprego para a Manpower) há mais de 40 anos. Para o primeiro trimestre deste ano, os resultados foram favoráveis para 17 dos 19 países pesquisados. Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia têm as melhores expectativas para criação de postos de trabalho. “Cabe destacar que as intenções de contratações no setor financeiro, de seguros e de imóveis dos Estados Unidos são as mais altas desde o segundo trimestre de 1979, sem dúvida estimuladas pela manutenção dos juros em níveis baixos”, diz Jeffrey Joerres, presidente do conselho e executivo-chefe (CEO) da Manpower.