Geralmente, há duas maneiras de entrar em uma companhia de outro país: pela própria empresa em que você trabalha, no caso dela ter filiais ou a matriz em outrospaíses, ou conseguindo uma vaga em empresas dos lugares que fazem parte dos seus objetivos. Na IBM, multinacional da área de tecnologia, vários executivos são enviados para processos de treinamento e designação internacional, ou então, no caso dos trainees, apenas para treinamento. João Felipe Nunes tem 35 anos, é engenheiro civil formado pela UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e atua na IBM como gerente responsável pelas vendas nos canais de distribuição no Brasil. Ele participou do programa de designação internacional em 1998, ficou dois anos na matriz em Miami e ressalta a importância da experiência: "Você volta com uma série de diferenciais perante o mercado". Veja:
Segundo o profissional, durante o tempo em que o executivo estiver fora, o ideal é não se desesperar e ter paciência, já que imprevistos acontecem sempre, ainda mais em um lugar desconhecido. "Você vai começar do zero, tem que montar uma nova casa, instalar-se no trabalho, aprender as novas funções, ou seja, vá por partes e não tente superar seus limites". Ele fala ainda que algumas coisas que se aprende em uma vivência como essa se leva para a vida toda:
Se você não trabalha em uma empresa de origem estrangeira e mesmo assim quer ter essa vivência, outra alternativa são os programas de imigração e bolsas de estudo, fornecidos pelos governos e instituições dos países. Vários lugares têm programas como esses, como a Austrália, o Canadá, a Inglaterra e a Nova Zelândia. Consulte os sites dos consulados para se informar. |