Frases
proibidas durante a entrevista de emprego
Fique atento, algumas expressões podem
comprometer seu desempenho
Por Clarissa Janini
A entrevista é o último passo
do candidato rumo à tão esperada conquista do
emprego. Exatamente por isso, deve ser bem planejada e executada
de forma clara e convincente. Certos deslizes podem colocar
todo seu esforço a perder. “Hoje, cada vez mais,
os recrutadores sabem como realizar boas entrevistas. A partir
do currículo, eles criam perguntas personalizadas ao
perfil do candidato”, diz Márcio Zenker, pesquisador,
consultor e professor do INSADI (Instituto Avançado de
Desenvolvimento Intelectual). Ele dá dicas sobre algumas
frases e expressões que devem ser evitadas durante o
processo:
- Gerundismo: “Eu vou estar
fazendo um curso de...”
Bastante usado na atualidade, o gerundismo é uma adaptação
de tempos verbais comuns no inglês ao nosso idioma.
“Erro grave da língua portuguesa, muito comum
hoje em dia. O correto é: ‘eu farei’. Além
disso, a comunicação interpessoal pode ficar
comprometida. O ‘vou estar fazendo...’ pode denotar
fraqueza de ação”.
- “Eu acho...”
Segundo Zenker, o termo expressa dúvida e deve ser
substituído por “Eu penso...”, “Eu
vejo essa situação da seguinte forma”
ou “Meu posicionamento é de que...”.
- Gírias
Palavras muito coloquiais servem para conversas informais,
mas não para o diálogo da entrevista de emprego.
No episódio do dia 12 de julho de 2005 do programa
“O Aprendiz 2” (veja
cobertura completa), Roberto Justus chamou a
atenção de uma participante que insistia em
usar o jargão “tipo” durante conversa na
sala de reunião. “Pare de dizer isso, pois é
coisa de adolescente”. Coincidentemente ou não,
a concorrente foi eliminada nesse mesmo episódio.
- “Eu não gosto de trabalhar
com pessoas, em grupo, gosto de fazer o trabalho sozinho”
“As relações interpessoais são
de extremo valor no mundo atual. Mesmo trabalhos de atuação
individualizada, como telemarketing, exigem momentos de comunicação
e interação com outras pessoas – presencial
e à distância”, de acordo com Zenker.
- “Deixo o barco correr, pois
a situação por si só se resolverá”
Essa frase demonstra conformismo e deve ser substituída,
segundo o consultor, por: “diante de uma situação
adversa, busco informações e a melhor forma
de alterar o percurso e conseguir atingir as metas”,
por exemplo.
- Discursos prontos
Planejar seus passos é recomendável, mas discursos
prontos são perigosos, pois nenhuma entrevista é
igual à outra. “O candidato deve entrar em sinergia
com o entrevistador”, recomenda Zenker. “Não
existem respostas prontas. Dependem do contexto, do tipo de
trabalho, do interlocutor”. Preste muita atenção
na pergunta e na reação do selecionador ao ouvir
sua resposta. É um forte indicador para saber se está
agradando ou não.
O corpo também fala
Assim como palavras, postura e gestos também podem ser
reveladores. Ombros eretos, por exemplo, demonstram confiança
e credibilidade. A posição dos dedos também
é algo a ser levado em conta: cuidado para não
apontar o indicador na direção do entrevistador,
pois é um gesto que denota autoritarismo. Você
deve mostrar-se confiante, mas não agressivo e nervoso.
Tente sempre olhar nos olhos do recrutador e manter um tom de
voz agradável.