Entrevista de emprego é como o primeiro encontro
Ansiedade, frio na barriga...veja o que mais há em comum nas duas situações
Por Clarissa Janini
Sempre que pensamos em amor, romance, paixão, primeiro encontro temos sensações bem características, como friozinho na barriga, nervosismo, ansiedade, insegurança. Reações que podem muito bem ser aplicadas em outras circunstâncias da vida e que normalmente achamos que não têm nada em comum entre si. De acordo com artigo publicado no site Monster.com, um encontro amoroso às escuras pode ser equivalente à primeira entrevista de emprego de um candidato. Veja abaixo um comparativo das duas situações com comentários do consultor Luis Felipe Cortoni.
Considere que Patrícia irá participar de uma entrevista de emprego e Rafael tem um encontro marcado com uma pessoa desconhecida.
Pré-entrevista e devaneios sobre o primeiro encontro
Situações de desespero em ambos os casos são comuns, mas evite focar no resultado. Mire, sim, nos aspectos positivos da experiência que irá passar. E “seja sempre você mesmo, não importa a situação”, afirma Cortoni.
O encontro: primeiras impressões e química
As primeiras impressões sobre alguém são feitas nos 10 segundos iniciais do encontro. Química e opinião sobre o outro são formadas a partir da linguagem corporal e aparência. Para contornar a situação de Patrícia, o consultor recomenda aliviar a tensão controlando e diminuindo o ritmo da conversa.
Conhecendo-se aos poucos
Primeira impressão nem sempre é a que fica, como no caso de Patrícia. Saber conduzir de forma equilibrada a conversa pode mudar o jogo a seu favor. “O candidato precisa reconhecer qual a demanda em relação ao formato da entrevista e se adaptar a ela”.
Experiências passadas
Histórias peculiares são como uma prova de que você esteve lá e realizou tudo o que disse. Mas cuidado, assim como num primeiro encontro é totalmente desaconselhável falar de relacionamentos passados, Cortoni afirma que você deve apenas revelar o que é pertinente ao molde da entrevista, sem se prolongar em assuntos que pouco interessam.
Sinais de risco
Em ambos os casos, é melhor não maldizer relações passadas. Já se você foi demitido por causa de mau relacionamento com os superiores, é melhor ser ético e arcar com as conseqüências dizendo a verdade, acredita o consultor.
Conhecendo os familiares
Conhecer outras pessoas é a próxima etapa de qualquer relação. Lembre-se de não subestimar a opinião de terceiros sobre você.
A competição
É um erro sofrer por se comparar aos outros. Acredite em suas qualidade e potenciais, pois você é único. E não queira saber mais detalhes sobre os outros candidatos. “Você deve focar no seu desempenho e não no dos demais”, afirma Cortoni.
A espera
O momento da espera é talvez o mais difícil de se enfrentar em todo o processo. Todavia, não fique parado esperando a ligação e continue a procurar outras oportunidades. “É melhor ter a angústia da escolha do que a de ser ou não escolhido”.
O comprometimento
Assim como um primeiro encontro pode não acabar em namoro, uma entrevista de emprego nem sempre resulta na contratação. Às vezes, simplesmente não dá certo, por qualquer razão. Quando isso acontecer, olhe para frente. Sempre haverá outros encontros e entrevistas por vir.