
Como anda sua auto-estima?
Aprenda como detectar o problema e melhore sua auto-estima na vida profissional e pessoal
Por Renata Silva
O amor próprio é a base do ser humano e a auto-estima faz parte de um conjunto de sentimentos que faz a vida ser vista positiva ou negativamente. O Stress, a rotina desgastante e uma vida profissional e pessoal conturbada faz com que algumas pessoas passem por problemas e situações que comprometem sua auto-estima. Quando ocorre essa baixa, a pessoa se sente inadequada, insegura, com dúvidas e incapaz de realizar projetos ou de se relacionar com alguém.
Para explicar as relações que permeiam esse tipo de comportamento, a psicóloga e especialista em terapia integral, Lisies Jacintho, mostra que a auto-estima surge a partir do momento em que passamos a ter um convívio social. “A auto-estima é formada pela pessoa na sua dedicação em se conhecer melhor, se aprofundar em tudo que lhe é proposto, em reagir para buscar soluções e estar sempre focado em sentir para vencer, ser firme e decidido, trazendo de dentro de si a força maior do desejo de crescer sempre, despertando os talentos vivos em si, prontos para fluírem e manifestarem-se em seu poder de realização.”
Ligada à qualidade de vida e produtividade, a estima passa por avanços ao longo da vida e sofre mutações de acordo com cada fase em relação a objetivos e sentimentos. A psicóloga clínica,com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática, Rosemeire Zago, explica quais as principais características que compõem a baixa auto-estima:
Necessidade: aprovação/ reconhecimento/ agradar;
Dependência;
Não acredita em si mesmo: insegurança/timidez;
Não se permite errar, perfeccionismo;
Sentimento de não ser capaz de realizar nada;
Não acredita em nada, em ninguém, porque, na verdade, não acredita em si mesmo;
Dúvidas constantes, duvida de seu próprio valor;
Depressão;
Ansiedade acentuada;
Inveja;
Medo;
Raiva;
Agressividade;
Comodismo;
Dificuldade em crescer profissionalmente;
Sentimento de inferioridade;
Um dos problemas mais comuns é a baixa auto-estima no trabalho, que pode afetar diretamente o desempenho de um profissional. De acordo com Rosemeire, “uma pessoa que não tem consciência de seu valor tende a se acomodar, tendo muita dificuldade em sair de sua zona de conforto, evitando assim qualquer desafio, mesmo que tenha capacidade. Por não acreditar em si mesmo, não se considera merecedor de ter um cargo melhor, um salário mais alto. Não arrisca, não luta, não tem iniciativas, não aceita desafios, não cresce e está sempre reclamando.”
Dentre os problemas que diminuem a estima, podemos citar:
Buscar melhorias para os problemas diários ajuda a manter a consciência que cada indivíduo possui sobre o seu valor pessoal, que precisa acreditar, respeitar e confiar em si. Ter a certeza de ser merecedor e digno de ser feliz e amado é um dos pontos necessários para o aumento da auto-estima. Zago cita ainda que para o aumento da estima deve-se:
A empresa pode ajudar o funcionário na busca por melhores projetos e qualidade de vida, aumentando assim sua auto-estima. Isso pode ser feito por meio de incentivos, reconhecimento, salário compatível com o cargo, ambiente confortável, comunicação aberta, treinamentos, e evitar, principalmente, o assédio moral.